0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Facha do prédio do INSS em Brasília — Foto: Divulgação A fila de concessão de benefícios do INSS não terminou, mas o fluxo de processamento dos pedidos foi normalizado. É isso que o governo está dizendo ao afirmar que “zerou a fila”: a relação entre o que entra no sistema e a capacidade de análise e processamento dos pedidos voltou a um nível considerado normal. Ainda há cerca de 200 mil pedidos aguardando resposta há mais de 45 dias, parece muita coisa, mas é preciso comparar com o cenário do fim do governo passado, quando havia 1,087 milhão de pedidos na fila. Lula prometeu zerar a fila, mas ela cresceu durante seu governo e chegou a 3,128 milhões de requerimentos em fevereiro de 2026, o que gerou uma grande crise. Desde então, houve um esforço significativo para reduzir o estoque. O governo contratou mais servidores, substituiu parte das equipes e ampliou a capacidade de processamento. Os 200 mil requerimentos a espera de resposta é considerado “zerar a fila” pelo entendimento de que o fluxo foi retomado: a capacidade de processamento aumentou significativamente e passou a acompanhar a entrada de novos pedidos. O resultado é uma maior eficiência do INSS na análise das solicitações. A demora em perícias tem efeitos que vão além do segurado. No caso de uma concessão de benefício por incapacidade temporária, por exemplo, a espera pode prejudicar tanto o trabalhador quanto a empresa, que fica sem saber se deve contratar um substituto temporário ou adotar outra estratégia. O tempo médio de espera por perícia médica caiu de 70 dias, em agosto de 2023, para 17 dias no mês passado. Houve, portanto, avanços importantes. Não se trata de zerar literalmente a fila, mas de reduzir o estoque e, principalmente, recuperar a capacidade de resposta do sistema. Se essa capacidade for mantida e o INSS conseguir responder aos novos pedidos em um fluxo constante, na prática, é possível dizer que a fila foi praticamente zerada. O governo explica que os casos que permanecem pendentes são, em grande parte, mais complexos, especialmente os pedidos do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Houve um aumento significativo da demanda por esse benefício, inclusive com muitos requerimentos indevidos. Por isso, a análise exige mais cuidado para garantir que as concessões estejam de acordo com a legislação e evitar fraudes. É claro que estamos em período eleitoral e que Lula utiliza a informação de que a fila foi “zerada” como parte da divulgação de seu governo, já que busca um novo mandato. Mas é preciso reconhecer que houve avanços. A redução expressiva do estoque e a ampliação da capacidade de processamento mostram uma máquina pública mais eficiente — e isso é positivo para o cidadão.
Governo não zerou fila do INSS, mas melhorou eficiência. Entenda
Governo não zerou fila do INSS, mas melhorou eficiência. Entenda










