Além de literatura, programação reúne música, dança e diferentes experiências culturais em homenagem a Miriam Alves e Éle Semog 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Participante do Palavra Líquida, Bia Ferreira apresentará show poético na biblioteca do Sesc Tijuca — Foto: Divulgação/Juh Almeida O que pode nascer quando a palavra é colocada em movimento? Essa é uma das questões que orientam a 11ª edição do Palavra Líquida, que segue até o dia 13 no Sesc Tijuca, com atividades em diferentes horários. Com entrada gratuita, o projeto promove encontros, oficinas e apresentações que aproximam a literatura de outras linguagens artísticas. Nesta edição, os homenageados são os escritores Miriam Alves e Éle Semog, referências da literatura negra brasileira. Escritores, artistas, pesquisadores, músicos e outros criadores participam de mesas de conversa, oficinas, apresentações e experiências culturais. A proposta é discutir a palavra como instrumento de memória, criação e diálogo entre diferentes gerações. — Pensamos o “risco” como movimento, deslocamento e possibilidade de criação. Ao homenagear Miriam Alves e Éle Semog, também reconhecemos trajetórias que abriram caminhos para outras vozes e propomos encontros entre diferentes gerações e linguagens — afirma Marília Gorito, analista de literatura do Sesc RJ e responsável pela curadoria. A presença dos dois homenageados está em diferentes momentos da programação. Nestes sábado e domingo, as atividades acontecem das 11h às 20h. Sábado, Éle Semog participa da mesa “Sublinhar permanências: memórias negras e continuidades”, ao lado de Dom Filó e Rei Black. Domingo, Miriam Alves conduzirá a vivência “Riscos da palavra: memória, corpo e criação” e participará da conversa “Ar-riscar o mundo: poéticas da presença”, com Carmen Luz e Bia Ferreira. Após o encontro, Bia Ferreira apresentará um show poético na biblioteca da unidade. A programação literária inclui ainda a mesa “Alinhavar caminhos: os vincos da literatura negro-brasileira”, com Vagner Amaro e Heleine Fernandes, mediada por Yasmin Santos. O encontro percorre as trajetórias de Miriam e Semog e discute a presença de escritores negros na literatura brasileira. No audiovisual, o documentário “Cadernos negros”, de Joel Zito Araújo, será exibido seguido de bate-papo com o diretor e os dois homenageados. Na música, estão previstas apresentações de Carlos Dafé e Taís Feijão, além do espetáculo “Afruturo”, de Ro Araújo. Também participam o coletivo Catumbi 27, com uma apresentação dedicada ao samba das primeiras gerações das escolas cariocas; e o DigitalDubs, ligado à cultura sound system, ao reggae e ao dub. Neste fim de semana e sábado e domingo que vem, a Feira Palavra Líquida reunirá livros, publicações independentes, zines, ilustrações, artesanato e gastronomia. O público também poderá participar de uma vivência de percussão e cortejo com o Bloco Afro Batikum Ilú Odara. Oficinas e experiências aproximam literatura, imagem, corpo e matéria, com atividades de haicai, criação de quadrinhos, cartografias e estamparia. Nas artes visuais, a exposição “Conselho para ontem” reunirá trabalhos de Iahra, Luma Nascimento, Jamile Cazumbá, Marcus Deusdedit e Andre Vargas na Biblioteca do Sesc Tijuca. Formada por quatro instalações e uma performance, a mostra será aberta dia 19 e ficará em cartaz até 11 de novembro. Na próxima sexta, o projeto Entrestantes promoverá o bate-papo “Mediar caminhos: sublinhar encontros”, com Thiago Elniño, Leandro Virginio e Tatiana Henrique, mediado por Anderson Barreto. Depois da conversa, Elniño apresentará um pocket show de “Canjerê”, a partir de seu novo álbum. O público infantil também terá atividades. O espetáculo “Luanda Ruanda — Histórias africanas” apresentará contos, lendas e mitos por meio da oralidade e da música. Já o Clubinho de Leitura Adinkras aproximará crianças da literatura e de referências da cultura afrodiaspórica. “O navegar da canoa” terá duas sessões para bebês e crianças pequenas. Nas artes cênicas, a Companhia Urbana de Dança apresentará “Do nada, o amor”, inspirado nas obras de Miriam Alves e Éle Semog. A montagem reúne intérpretes negros e aborda afetos e ancestralidade por meio da dança contemporânea. A programação completa do Palavra Líquida está no site sescrio.org.br.
Festival gratuito no Sesc Tijuca homenageia escritores negros
Além de literatura, programação reúne música, dança e diferentes experiências culturais em homenagem a Miriam Alves e Éle Semog







