Sete das dez casas que serão construídas no terreno da mansão mais cara do país, no Jardim Pernambuco, já têm compradores 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 3min Mansão mais cara do Brasil, no Jardim Pernambuco, no Leblon — Foto: Domingos Peixoto A mansão anunciada por R$ 220 milhões e apontada como a mais cara do Brasil começou a desaparecer da paisagem do Jardim Pernambuco, no Leblon. O casarão, que passou seis anos no centro de negociações entre seus proprietários e a incorporadora Mozak, dará lugar ao Estância Pernambuco, um condomínio fechado com apenas dez casas de alto padrão. Antes mesmo de a demolição avançar, o novo projeto já tem sete unidades vendidas — os valores foram de R$ 24 milhões a R$ 42 milhões. Agora, restam três casas disponíveis. Os lotes terão de 900m² a 1.800m², tamanho considerado raro no sofisticado Jardim Pernambuco, onde os terrenos costumam ter cerca de 500m² e grande parte fica em áreas inclinadas. No novo condomínio, predominam espaços planos. Corrida. Prestes a ser derrubada, a casa ainda tem móveis e quadros, que estão sendo retirados pelos ex-proprietários — Foto: Domingos Peixoto As primeiras máquinas chegam ao terreno nesta sexta-feira, marcando o início da derrubada da estrutura remanescente da construção. Ao longo dos últimos quatro meses, os antigos proprietários retiraram móveis, obras de arte, mais de 70 janelas, piso e até o sistema de refrigeração. Quem quiser levar para casa um pedacinho daquele luxo pode participar do leilão, que já está sendo realizado on-line e tem 1.681 itens sendo oferecidos. O corrimão de ferro pintado, que confere todo o charme à escadaria principal do casarão, por exemplo, terá lance inicial de R$ 2.200. Um conjunto de 11 portas e janelas do segundo andar, do lado direito da casa, foi avaliado em R$ 8 mil. Um dos itens mais caros é o portão de ferro da entrada principal, que poderá ser adquirido por no mínimo R$ 30 mil. Mais em conta são todos os vasos sanitários e bidês do imóvel: mil reais. Há ainda um par de luminárias a partir de R$ 320 e um armário de banheiro por R$ 100. E, se for apenas uma lembrança, está sendo oferecida uma foto, modificada por IA, da casa sendo demolida. O valor? Um real. Mudança. Uma das centenas de obras de arte da mansão do Jardim Pernambuco é retirada durante o trabalho de desmonte do imóvel: parte dos objetos, como o corrimão da escadaria, vai a leilão — Foto: Domingos Peixoto De acordo com a incorporadora Mozak, apenas o “esqueleto” da residência será demolido. O novo empreendimento ocupará o terreno de 11,5 mil metros quadrados. — A gente não está fazendo a demolição da casa mais cara do Brasil. Estamos fazendo a sucessão dela para as próximas dez casas mais imponentes da cidade do Rio — afirma Breno Elehep, diretor da Mozak. Quem são os compradores? Os sete compradores que já fecharam negócio são brasileiros e, segundo a incorporadora, a maioria é de cariocas. Entre eles estão empresários do mercado financeiro, advogados e nomes ligados ao agronegócio. O Estância Pernambuco terá, na área comum, quadra de beach tennis, campo de futebol, parquinho infantil, academia e espaço para caminhada. Todos os lotes têm vista para o Cristo Redentor, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o mar do Leblon. O projeto prevê segurança reforçada com três portões até a entrada de cada casa. Todas as construções serão personalizadas com projetos que levam a assinatura do arquiteto Thiago Bernardes, responsável pelo Museu de Arte do Rio (MAR) e por trabalhos de ampliação no Instituto Moreira Salles e no Instituto Burle Marx. Ontem o trabalho de desmonte era intenso na mansão em estilo inglês. Ainda estavam pelos cômodos centenas de quadros e esculturas, além de sofás, cristaleiras e luminárias. No quintal, a piscina e o heliponto também serão demolidos. Esse processo deve durar três meses.
A mansão mais cara do Brasil: na área mais privilegiada do Leblon, imóvel com vista para o mar, a lagoa e o Cristo é sucesso de venda
Sete das dez casas que serão construídas no terreno da mansão mais cara do país, no Jardim Pernambuco, já têm compradores






