O TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) barrou nesta quinta-feira (3), de forma unânime, a candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao Governo do Distrito Federal.

O ex-governador afirma que vai recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a decisão porque ela contraria a nova Lei da Ficha Limpa. "Tenho confiança na Justiça e sei que ela vai fazer valer o que diz a legislação, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República, que me deixa elegível", disse.

Arruda governou o Distrito Federal de 2007 a 2010. Pivô do mensalão do DEM, ele foi preso e condenado em processos derivados da Operação Caixa de Pandora, de 2009, quando foi filmado recebendo um maço de dinheiro.

O processo de Arruda no TRE-DF envolve a mudança feita pelo Congresso Nacional na Lei da Ficha Limpa, em 2025, que limitou o prazo de inelegibilidade a 12 anos quando houver mais de uma condenação.

Arruda foi condenado sete vezes, a primeira delas em 2014. A defesa dele argumenta que o marco temporal para fins de inelegibilidade é 21 de julho de 2014, data da publicação da primeira condenação colegiada ligada à Operação Caixa de Pandora. Por isso, continua, acabou em 21 de julho de 2022.