Mercado agora aguarda a pesquisa Datafolha sobre a corrida presidencial, que deve ser divulgada às 19h 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Painel de cotações na sede da B3, em São Paulo — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg Depois de se aproximar dos 189 mil pontos na máxima do dia, o Ibovespa inverteu o sinal durante a tarde, mas devolveu boa parte das perdas perto do fechamento. Após 11 sessões consecutivas de ganhos que fizeram a bolsa local sair do patamar próximo aos 168 mil pontos para os 185 mil pontos, impulsionada pela perspectiva de uma disputa mais acirrada na eleição presidencial em outubro, uma certa realização de lucros já era esperada por participantes do mercado. No fim, o Ibovespa terminou estável (-0,01%), aos 185.188 pontos, sendo que chegou a encostar nos 184.718 pontos, na mínima do dia. Mais uma vez, a sessão foi marcada por um alto volume financeiro negociado pelo índice, que chegou a R$ 26,2 bilhões, alcançando R$ 34,9 bilhões na B3. A queda mais intensa das ações da Vale também impediu um movimento mais positivo do índice. Após tocar R$ 77,66, na mínima do dia, os papéis da mineradora terminaram em baixa de 2,91%, a R$ 78,45, após o pagamento de dividendos na véspera e diante da percepção de que o papel está um pouco acima do preço justo, segundo operadores. A visão para o minério de ferro no segundo semestre de 2026, ao considerar a demanda e a oferta, não é tão construtiva como foi nos primeiros meses do ano, diz um analista que pediu para não ser identificado. O dia também foi de perdas para as PN da Petrobras, que cederam 1,33%. Bancos, por outro lado, chegaram a oscilar, mas se recuperaram e encerraram em alta, especialmente as units do BTG Pactual, que subiram 1,96%. Em meio a uma série de pesquisas que apontaram um empate técnico ou uma diferença menor nas intenções de voto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, além de novos desdobramentos do caso Master, o mercado agora aguarda a pesquisa Datafolha, que pode ou não reforçar a visão de uma alternância de poder e que deve ser divulgada às 19h. Em carta mensal, a Legacy Capital diz que a agenda eleitoral ganhou tração em agosto. Além do avanço das investigações envolvendo figuras próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a gestora afirma que a rejeição a Flávio Bolsonaro (PL) recuou ao longo do mês e que, de acordo com pesquisas recentes, a disputa de segundo turno está numericamente empatada. “Como o resultado tende a ser definido por uma parcela relativamente restrita do eleitorado, entendemos que, à medida que o pleito se aproxima, eventuais novas revelações relacionadas a casos de corrupção envolvendo qualquer um dos candidatos podem se mostrar decisivas”, escreve a gestora. Por fim, a Legacy afirma enxergar uma “assimetria favorável para os ativos locais, uma vez que a precificação de mercado ainda atribui maior probabilidade à recondução do presidente incumbente”. Já em Wall Street, os principais índices subiram: o Nasdaq avançou 1,40%, o S&P 500 teve alta de 1,06%, e o Dow Jones ganhou 1,18%.