Existe uma notória diferença entre esta edição do Festival de Veneza e outras mais recentes: desta vez, quase não há na disputa filmes badalados para o Oscar do ano que vem. O único longa a chegar ao Lido já na real condição de provável concorrente à estatueta dourada, segundo sites especializados, é "Cavalo Selvagem Nove", do inglês Martin McDonagh, exibido nesta quinta.
E, a depender das reações exaltadas do público e da imprensa, o longa irá mesmo para a festa hollywoodiana –e com força. É a história de um agente veterano da CIA, Chris, que por décadas trabalhou em zonas de conflito de países periféricos, tendo um invejável currículo de assassinatos e outras atrocidades. Ele agora está no Chile, a poucos meses do golpe contra Salvador Allende, em 1973, que iniciaria uma sanguinária ditadura militar no país.
Mas Chris enfrenta problemas de saúde e um certo nível de senilidade –inclusive, de uns tempos para cá, deu para falar por aí mais coisas do que um membro de um serviço de inteligência deveria. Cabe a um companheiro de profissão, Lee, tentar contê-lo –e, ao mesmo tempo, investigar um segredo de seu passado. Os dois fazem uma viagem à Ilha de Páscoa, onde se conhecem melhor e, apesar dos temperamentos díspares, desenvolvem uma forte amizade.










