Sábado, 22 de agosto. Naquela noite, a campanha do deputado federal Danilo Forte (PP-CE) se preparava para distribuir material em uma praça de Cidade 2000, bairro da zona leste de Fortaleza. A atividade, porém, não aconteceu. Os militantes foram impedidos, sob a ameaça de homens portando armas de fogo que diziam que o local era controlado por uma facção. Forte apresentou denúncia à Polícia Federal e ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
O episódio aconteceu dois dias depois de dois homens terem sido presos em Forquilha, na região metropolitana de Sobral (no interior do estado), por suspeita de ameaça e extorsão no contexto eleitoral.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, eles teriam agido para impedir atividades políticas no município a mando de um integrante do CV (Comando Vermelho), que estaria no Rio de Janeiro.
No último dia 27, oito integrantes do CV foram presos na Operação Arquipélago 2 por crimes em Forquilha e arredores. Um dos suspeitos foi localizado em um hospital carioca.
A ação da Polícia Civil do Ceará, com apoio do órgão no estado do Rio, visava desarticular uma célula da facção no município e investigou também extorsões a políticos locais, com valores de até R$ 300 mil. Os presos na operação são investigados separadamente dos dois homens detidos em 20 de agosto.








