Gloria Steinem, a militante feminista que, ao impulsionar o movimento moderno das mulheres, ajudou milhões delas a desenvolver autoestima e conquistar certo grau de igualdade em casa, no trabalho e na sociedade em geral, morreu nesta quarta-feira em sua casa, na cidade de Nova York. Ela tinha 92 anos.
Sua morte foi anunciada numa publicação nas redes sociais, que não informou a causa.
Definindo-se como "uma empreendedora da mudança social", Steinem ajudou a promover profundas transformações culturais em praticamente todos os aspectos da vida americana, das salas de reunião dos executivos aos tribunais e aos quartos.
Por mais de meio século, ela personificou o movimento das mulheres e se tornou seu símbolo mais duradouro. Seus óculos de aviador com lentes coloridas e seus cabelos loiros com mechas, repartidos ao meio, fizeram dela uma das mulheres mais reconhecidas do mundo.
Era uma revolucionária improvável. Criada de forma itinerante no Meio-Oeste americano, tinha 10 anos quando seus pais se divorciaram e ela precisou cuidar da mãe, que sofria de transtornos mentais —uma experiência formativa que repercutiria por toda a sua vida. Teve pouca educação formal até a sexta série; como jovem aprendiz de sapateado, seu grande sonho era tornar-se uma Rockette.












