Americana defendeu o movimento feminista a partir do fim da década de 1960 e inspirou gerações de mulheres 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Aos 92 anos, morre líder feminista Gloria Steinem — Foto: Valor Gloria Steinem, escritora, palestrante e ativista americana que lutou pela igualdade de gênero e direitos civis e reprodutivos das mulheres por mais de cinco décadas, morreu aos 92 anos, informou a fundação que ela instituiu. Ela morreu na quarta-feira à noite, segundo a fundação. “De porta-voz relutante a um farol de mudança, a trajetória dela é singular”, disse a diretora de cinema e teatro Julie Taymor sobre Steinem em uma entrevista ao New York Times em 2017. Taymor dirigiu o filme “As Vidas de Glória” (“The Glorias”, de 2020), que retrata a vida da ativista. Steinem disse que se considerava “uma empreendedora da mudança social”. “Quero fazer justiça às mulheres que encontro e contar suas histórias”, disse ela na revista New Yorker em 2015. “Trata-se de estabelecer conexões e usar a mim mesma para ouvir, porque não podemos empoderar as mulheres sem ouvir suas histórias.” Steinem fundou o National Women's Political Caucus em 1971 com as ex-deputadas dos EUA Bella Abzug e Shirley Chisholm e a escritora Betty Friedan, cujo livro de 1963, “The Feminine Mystique”, deu início à segunda onda do feminismo. Em 2013, o então presidente americano, Barack Obama, concedeu-lhe a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta honraria civil dos EUA.