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Euro Radar

Uma newsletter sobre geopolítica e economia global, editada pelo jornalista João Caminoto, de Paris

Há meses, os serviços de inteligência europeus vinham repetindo, quase em coro, que a Rússia testava as fronteiras do continente com sabotagens, drones e ciberataques. Era uma hipótese amplamente compartilhada, mas uma hipótese. Na terça-feira (1º), o governo alemão tirou o assunto desse terreno: acusou nominalmente Moscou de ter enviado um drone carregado de explosivos contra um avião cargueiro ucraniano no aeroporto de Leipzig, na madrugada de 4 para 5 de agosto, sem que o explosivo chegasse a detonar. A reação em Berlim e nas demais capitais, mesmo entre quem já esperava a confirmação, foi de choque. Uma coisa é temer algo em abstrato. Outra é vê-lo, de repente, com nome, data e responsável apontados por um governo do G7.

Uma escalada em números