Moradores de Ceuta, exclave espanhol no Norte da África, foram às ruas na quarta-feira (2) para protestar contra a forma como Madri está lidando com uma crise migratória provocada após a entrada em massa de imigrantes vindos do Marrocos.

Milhares de pessoas marcharam pelas ruas da cidade, que tem cerca de 80 mil habitantes, em um protesto que coincidiu com o Dia de Ceuta, celebrado anualmente. Agitando bandeiras espanholas e soprando apitos, os manifestantes gritavam: "Ceuta não está à venda, Ceuta deve ser defendida".

Um cartaz dizia: "SOS. Europa, salve-nos de nosso governo traidor", enquanto alguns exigiam que as autoridades deveriam "expulsar os invasores" e outros pediam a renúncia do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Manifestações também ocorreram em outras cidades espanholas, incluindo Madri, Barcelona e Bilbao.

Quase cinco semanas após a onda migratória, mais de 10 mil migrantes, incluindo menores de 18 anos desacompanhados, continuams em acampamentos improvisados ou espalhados pelas ruas e praias de Ceuta.

A situação provocou protestos quase diários de moradores, que criticam a resposta do governo espanhol. Parte dos manifestantes defende o retorno dos migrantes a seus países de origem ou sua transferência para outras regiões da Espanha.