O presidente Lula (PT) deve participar do desfile de 7 de Setembro, em Brasília, na próxima segunda-feira, em uma cerimônia planejada para ter caráter institucional e evitar qualquer associação direta com a campanha. A preocupação no Palácio do Planalto é que manifestações de Lula durante a celebração da Independência sejam interpretadas como propaganda ou pedido de votos, como ocorreu com Jair Bolsonaro (PL) no mesmo evento em 2022.
A programação preparada pelo governo deve priorizar temas considerados de interesse nacional, como soberania, combate ao feminicídio e futebol feminino. A escolha da Seleção Brasileira feminina também dialoga com a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil. Lula não deve discursar.
A orientação é que o evento tenha predominância das cores verde e amarelo e preserve distância de símbolos partidários. A expectativa é que ministros, aliados e apoiadores evitem peças que possam ser identificadas diretamente com o PT, como roupas predominantemente vermelhas e acessórios com o número 13. Os preparativos passam pelo crivo da Advocacia-Geral da União, justamente para reduzir o risco de questionamentos na Justiça Eleitoral.
O cuidado tem como referência direta o que aconteceu no 7 de Setembro de 2022, quando Bolsonaro transformou as comemorações do Bicentenário da Independência em uma sequência de eventos oficiais. Pela manhã, em Brasília, o então presidente fez referência explícita à eleição marcada para 2 de outubro daquele ano e pediu que seus apoiadores fossem votar e convencessem eleitores que pensavam de maneira diferente.











