Investidor Gabriel de Alba ainda não dá rumo ao futebol da SAF do clube 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gabriel de Alba, futuro dono da SAF do Botafogo, com o presidente João Paulo Magalhães Lins — Foto: O GLOBO O Botafogo segue no mercado em busca de um novo técnico para um projeto de longo prazo. A avaliação interna é de que Rodrigo Bellão, atual interino, não deve seguir até o fim do ano, e a diretoria analisa alternativas para substituí-lo após o jogo de domingo contra o Palmeiras. A sequência de resultados negativos aumentou a pressão sobre a gestão do futebol e acelerou a procura por um treinador mais experiente. A ideia é evitar uma solução apenas emergencial e encontrar um nome que possa conduzir o trabalho no restante da temporada e também em 2027. O movimento acontece em meio a uma agenda negativa para o presidente João Paulo Magalhães. O dirigente passou a ser alvo de críticas de torcedores que questionam o modelo de gestão e apontam sinais de “amadorismo” na condução da SAF. Internamente, a direção reage às críticas e compara a situação do Botafogo com a de outros clubes brasileiros. O argumento é que a presença de presidentes não profissionais no futebol não é exclusividade de clubes que não são SAF. São citados Palmeiras, Flamengo e Fluminense. A avaliação é de que, mesmo em estruturas profissionalizadas, o presidente pode ter participação direta nas decisões estratégicas do futebol. A formação da estrutura do futebol também continua a ser questionada. Thiago Alves, ex-Boavista, assumiu o cargo de gerente e foi alvo de críticas pela relação que mantém com João Paulo desde a passagem dos dois pelo clube de Saquarema. Nos bastidores, porém, a direção defende a escolha e ressalta a competência de Thiago para o cargo. Sua passagem pela seleção brasileira olímpica também é apontada como um dos fatores que o credenciam para a função. Gabriel de Alba mantém apoio, mas não tem poder de decisão Outro personagem importante nos bastidores é o investidor Gabriel de Alba. Por enquanto, sua atuação é de apoio financeiro e validação, sem poder para tomar decisões no futebol ou determinar os rumos da SAF. Alba ajudou a quitar dívidas com o financiamento anterior e garantiu recursos para manter os salários em dia. O aporte financeiro, porém, não significa autonomia sobre a gestão. O entendimento interno é de que Alba não é o proprietário da SAF e, portanto, não pode concentrar o poder de decisão. Há também uma preocupação em não transferir responsabilidades excessivas ao investidor, já que, em caso de uma eventual saída futura, o clube poderia ficar exposto a decisões tomadas sem a garantia de continuidade.
Botafogo segue no mercado, busca técnico de longo prazo e diretoria reage a críticas sobre amadorismo; bastidores
Investidor Gabriel de Alba ainda não dá rumo ao futebol da SAF do clube







