Empresário Gabriel de Alba discutiu cenário da SAF durante passagem no Rio que se encerra hoje 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gabriel de Alba, futuro dono da SAF do Botafogo, com o presidente João Paulo Magalhães Lins — Foto: O GLOBO A primeira passagem de Gabriel de Alba pelo Rio de Janeiro desde que a GDA avançou para assumir o controle da SAF do Botafogo serviu para o empresário conhecer de perto a estrutura do clube e, principalmente, alinhar como funcionará a operação neste período de transição. Nesta sexta-feira, ele deixa a cidade, e a volta está programada para setembro. De Alba demonstrou bastante entusiasmo com o projeto. O empresário já conhecia o Brasil, mas ainda está se familiarizando com o ambiente de negócios do país. A ideia, neste primeiro momento, é de uma atuação conjunta, mas com responsabilidades bem definidas entre a GDA e quem conduz a operação do Botafogo, ou seja, o clube social. O empresário está ciente do cenário de crise financeira da SAF e foi colocado a par das principais necessidades. O planejamento é que o Botafogo arque com salários e direitos de imagem, que estão em dia neste momento. Caso sejam necessários recursos adicionais para honrar esses compromissos, De Alba indicou que dará o suporte financeiro. A participação do presidente João Paulo ocorre em um período considerado de transição. A expectativa nos bastidores é que, quando De Alba e a GDA efetivamente assumirem o controle da SAF, o presidente do associativo deixe de participar diretamente do cotidiano e das decisões da operação. Cautela no futebol e Bellão mantido Apesar da expectativa em torno do novo investidor, não foram discutidos nomes de jogadores com De Alba durante a passagem pelo Rio. A avaliação é que o elenco ainda precisa principalmente de pontas e de um zagueiro, mas não há perspectiva de investimentos fora da realidade do clube. A postura do empresário é de cautela no mercado. Também não foram discutidos nomes para o comando técnico. A tendência é que Rodrigo Bellão permaneça como interino neste momento, inclusive pela dificuldade da sequência que o Botafogo terá pela frente: Athletico, Flamengo e Palmeiras. Internamente, há o entendimento de que esperar protege os dois lados. O Botafogo ganha tempo para fazer uma escolha mais criteriosa, enquanto um eventual novo treinador não inicia o trabalho justamente diante de uma sequência considerada de alto risco. Paralelamente, o clube busca um nome para a estrutura do departamento de futebol. Paulo Bonamigo chegou a ser escolhido para a função de coordenador técnico, mas desistiu após a forte rejeição à sua indicação. Nilton Santos entra na agenda com Prefeitura De Alba também cumpriu agenda institucional durante sua estadia. O empresário teve um encontro rápido na Prefeitura do Rio com o prefeito Eduardo Cavaliere, e o Estádio Nilton Santos esteve entre os assuntos abordados. Não houve aprofundamento ou definição nesta primeira conversa, mas a avaliação é de que o tema inevitavelmente voltará à pauta e será discutido de maneira mais ampla conforme a GDA avance em sua entrada no Botafogo. A primeira visita, portanto, teve caráter de conhecimento e preparação do terreno. As grandes decisões sobre o futuro da SAF deverão avançar em uma próxima etapa, mas De Alba retorna para casa já conhecendo de perto a situação financeira, a estrutura e as necessidades imediatas do Botafogo.