Executivo liderou consórcio de privatização da CSN na década de 90 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fabio Schvartsman (esq.) e Benjamin Steinbruch, atual e ex-presidente da CSN — Foto: Léo Pinheiro / Valor e Marco Antonio Cavalcanti / Agência O Globo A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou na noite desta quarta-feira que Benjamin Steinbruch deixará o cargo de presidente da siderúrgica após 24 anos e passará a assumir a presidência no Conselho de Administração da companhia. Ele já ocupa uma cadeira no coloegiado desde 1993. Fabio Schvartsman, que já foi presidente da Vale e da Klabin, assumirá o cargo, informou a companhia em fato relevante. Benjamin Steinbruch liderou, em 1993, o consórcio que participou da privatização da CSN. Após a privatização, ele assumiu o comando da companhia. Sob comando de Steinbruch, o grupo ampliou sua atuação para além da produção de aço e passou a operar também nos segmentos de mineração, cimento, logística e energia. “Como presidente do Conselho de Administração, seguirei inteiramente comprometido com a Companhia, apoiando a gestão e trabalhando na definição da estratégia que deverá orientar a perpetuidade do grupo”, disse Steinbruch em comunicado em que elogiou seu sucessor. "Fabio reúne experiência industrial, visão financeira, capacidade de execução e profundo conhecimento das exigências de uma companhia de capital aberto", disse o agora ex-presidente. A troca no mais alto cargo da empresa ocorre em um momento de reorganização. A companhia vem conduzindo um programa de venda de ativos com o objetivo de reduzir seu endividamento. No segundo trimestre deste ano, a empresa reportou uma dívida líquida de R$ 42,13 bilhões. Em janeiro, a CSN anunciou um plano de desinvestimentos que inclui a venda de sua unidade de cimento e, em junho, de uma participação relevante em ativos de infraestrutura, como terminais portuários, a participação na empresa de transporte ferroviário MRS e na empresa de logística Tora. Listada na Bolsa, a CSN registra desvalorização de 33,6% em 2026, e está avaliada em R$ 7,9 bilhões. Steinbruch também liderava a CSN quando, em 1997, participou do consórcio que adquiriu o controle da então Companhia Vale do Rio Doce, por US$ 3,3 bilhões. A CSN posteriormente deixou a estrutura de controle da mineradora quatro anos depois, em 2001. Fabio Schvartsman, que assumirá o comando da companhia a partir desta quinta-feira, disse em comunicado que é uma honra assumir a presidência da empresa: "Meu desafio será dar continuidade ao legado construído pelo Benjamin ao longo dos últimos 24 anos. Felizmente, terei ele e toda a equipe ao meu lado para elevar ainda mais a eficiência, fortalecer a disciplina na execução e transformar as oportunidades do Grupo em valor sustentável para acionistas, empregados, clientes, parceiros e comunidades". Schvartsman já passou por empresas de diversos setores. Ele comandou a Vale entre 2017 e 2019, até a tragédia do rompimento da barragem em Brumadinho. O acidente deixou 270 mortos. Ele também comandou a Klabin, de produção de papéis e celulose, por seis anos, entre 2011 e 2017. Além disso, o executivo tem passagens pela Duratex, de indústria madeireira, e pelo Grupo Ultra, de energia.
Benjamin Steinbruch deixa presidência da CSN. Fabio Schvartsman, ex-Vale, assume
Executivo liderou consórcio de privatização da CSN na década de 90








