Escritor aparece com 10% das intenções de voto no primeiro turno 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lula e Flávio Bolsonaro estrearam neste sábado no horário eleitoral gratuito na televisão — Foto: Reprodução/Globoplay As campanhas à Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) vão ampliar a disputa pelos eleitores que se classificam como independentes após a pesquisa Quaest mostrar o crescimento do candidato do Avante, Augusto Cury, para 10% das intenções de voto. O eleitorado de Cury, agora isolado em terceiro na corrida presidencial, está concentrado no segmento que diz não ter um lado na polarização política entre direita e esquerda. A primeira pesquisa Quaest depois do início da propaganda eleitoral na TV e no rádio, contratada pelo jornal O GLOBO e pela Globo, traz Lula em primeiro no segundo turno, com 37%, enquanto Flávio marca 30% das intenções de voto. Renan Santos (Missão) aparece com 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Pablo Marçal (PRTB) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. O levantamento mostra que Cury cresceu oito pontos em relação à pesquisa divulgada em 14 de agosto, quando tinha 2%. As duas pesquisas não são diretamente comparáveis porque houve uma mudança na lista de candidatos testados, mas a disparada colocou o candidato do Avante isoladamente na terceira posição e ampliou a atenção das duas principais campanhas sobre seus movimentos. Para petistas, o crescimento de Cury mostra a necessidade de a campanha focar cada vez mais em captar o eleitor independente. Os números mostram que o escritor tem 24% entre os independentes, enquanto Lula marca 21%, e Flavio, 9%. Esse cenário, avaliam aliados do presidente, mostra que Lula tem caminho mais aberto do que Flávio para atrair esse segmento, especialmente se atuar mostrando entregas que o governo fez e novas propostas para um eventual quarto mandato. A avaliação nas duas campanhas que lideram a corrida pelo Palácio do Planalto é que o quadro de empate técnico mostrado pela pesquisa, em que Lula tem 42% e Flávio, 41%, deve elevar a artilharia entre ambos. O entorno de Lula não vê uma alteração da polarização política no país, mas considera Flávio um candidato mais vulnerável do que seu pai, Jair Bolsonaro, foi há quatro anos. O foco da campanha será manter os ataques contra o senador para tentar ampliar sua rejeição. Já para o entorno de Flávio, a avaliação é que os dez pontos de Cury estão em disputa e que seu crescimento atingiu até agora principalmente os candidatos que tentavam se apresentar como alternativa à polarização. A equipe chama atenção para o desempenho de Caiado e Zema, ambos com 1%, e de Renan, com 3%, e considera que o escritor passou a ocupar boa parte do espaço que poderia ser disputado por esses nomes. Quer acompanhar de perto o noticiário das eleições? Participe da comunidade do GLOBO no WhatsApp O salto nas pesquisas e nas redes sociais levou a equipe de Flávio a montar um levantamento sobre a trajetória do adversário, suas declarações e relações políticas. Entretanto, a orientação por enquanto é evitar ataques para não dar mais visibilidade ao adversário. Outra aposta para tentar produzir uma nova alta está nos atos de 7 de Setembro e no aumento da pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes. A divulgação das mensagens envolvendo o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro levou a campanha a rever o roteiro que vinha sendo preparado para as manifestações e a colocar o ministro novamente no centro do discurso bolsonarista. O entorno de Flávio avalia que o episódio abriu espaço para retomar com mais força uma bandeira capaz de mobilizar a base de Jair Bolsonaro. Desde a divulgação das mensagens, o candidato passou a defender publicamente a saída de Moraes do Supremo, enquanto aliados apresentaram novos pedidos de impeachment e aumentaram a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para dar andamento às iniciativas. Lula, por sua vez, não se manifestou sobre o assunto.
Quaest: avanço de Cury faz campanhas de Lula e Flávio ampliarem disputa por eleitor independente
Escritor aparece com 10% das intenções de voto no primeiro turno










