Eleições 2026
Por Stella Ferreira Gontijo*
Desde pelo menos 2018, tem crescido a discussão a respeito do papel das mulheres como eleitoras no Brasil. Esse movimento pode ser localizado nos grandes atos do #EleNão, que tinham como pauta principal a oposição à candidatura do então deputado federal Jair Bolsonaro. Esse momento, para a pesquisadora Céli Pinto (UFRGS), pode ser considerado como das maiores manifestações de mulheres na história do Brasil, movimento que reverberou de diversas maneiras: nos movimentos sociais, na sociedade civil, nos partidos políticos, nas candidaturas femininas, na política institucional e nas três esferas de governo.
Não à toa a ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral em 2019, institucionalizou a pauta das mulheres na política da Corte, ao instaurar a Comissão Gestora de Política de Gênero, o “TSE Mulheres”, com o objetivo de “atuar no planejamento e acompanhamento de ações relacionadas ao incentivo à participação feminina na política e à participação institucional feminina na Justiça Eleitoral”.
Da mesma forma, a preocupação com o comportamento do eleitorado feminino aumentou. Desde 2022 o monitoramento das eleições tem observado o voto das mulheres, que ao final foi considerado fundamental para a vitória do presidente Lula.






