A empresa, única grande petrolífera americana que opera no país, conquistou o direito de desenvolver dois enormes campos de petróleo na região de Carabobo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Logotipo em um posto de gasolina da Chevron — Foto: Benjamin Fanjoy/Bloomberg A petrolífera americana, que opera na Venezuela por meio da joint venture Petroindependencia, com participação de 49%, indicou que esses acordos possibilitarão "investir mais de US$ 7 bilhões nos próximos cinco anos e mais que dobrar a produção para aproximadamente 600 mil barris por dia, em comparação com 2026", informou a Chevron. Além das novas concessões na Faixa Petrolífera do Orinoco, esses acordos incluem termos legais, fiscais e comerciais atualizados, afirmou a empresa. — Estamos construindo uma posição muito forte no que consideramos ser algumas das melhores áreas geológicas do país — disse o diretor-presidente Mike Wirth em entrevista. — São vários bilhões de barris de recursos existentes no subsolo. O governo dos EUA negociou separadamente uma participação de 35% na North American Blue Energy Partners (Nabep), empresa privada que recebeu concessões de 100 anos para 17 campos de petróleo venezuelanos. Uma bomba de extração de petróleo no Lago Maracaibo, em Cabimas, estado de Zulia, Venezuela — Foto: Bloomberg Wirth, diretor-presidente da Chevron, se recusou a comentar sobre o investimento dos EUA na Nabep, mas disse que aprecia o compromisso do governo Trump com “soluções comerciais” que beneficiarão os dois países: — O governo reconhece que os recursos energéticos da Venezuela podem ser um motor tanto para a segurança energética americana quanto para a recuperação econômica venezuelana. O empresário afirmou que a Chevron conta com “proteções significativas” incorporadas ao acordo para resguardar seus investimentos, mas se recusou a fornecer detalhes sobre os contratos. Segundo ele, a empresa espera voltar a contabilizar em seus livros parte das reservas da Venezuela, depois de ter feito uma baixa contábil desses ativos alguns anos atrás. Até agora, empresas privadas menores vinham liderando os esforços dos Estados Unidos para negociar acordos de petróleo na Venezuela. O progresso tem sido lento, e essas empresas não têm a mesma capacidade financeira da Chevron para adquirir os equipamentos de perfuração e produção em grande escala necessários para aumentar a produção. A Chevron espera produzir cerca de 600 mil barris de petróleo por dia na Venezuela até 2031, mais que o dobro dos níveis atuais. Segundo a empresa, o enorme potencial de recursos do país deverá durar por “décadas”, e os custos totais de produção deverão ficar abaixo de US$ 20 por barril. O petróleo Brent teve preço médio de quase US$ 87 por barril neste ano, o que implica uma margem de lucro significativa. A Chevron normalmente exporta seu petróleo venezuelano para refinarias na Costa do Golfo dos EUA, onde ele é transformado em produtos como gasolina, diesel e combustível de aviação. Os 300 mil barris adicionais por dia que a Chevron pretende produzir nos próximos cinco anos representam um aumento de quase 30% em relação à produção venezuelana atual, de aproximadamente 1,1 milhão de barris por dia. Ainda assim, sem novos investimentos, o país permaneceria muito abaixo dos quase 3,5 milhões de barris por dia que produzia no fim dos anos 1990, antes de o ex-presidente Hugo Chávez nacionalizar a indústria. As concorrentes ExxonMobil e ConocoPhillips deixaram o país em meados dos anos 2000, depois que seus ativos foram nacionalizados. A Chevron, porém, decidiu permanecer, negociando acordos que permitiram à empresa continuar extraindo petróleo. Foi um acordo incomum que recebeu críticas tanto nos Estados Unidos quanto na Venezuela. Críticos americanos acusaram a empresa de canalizar dinheiro para um regime corrupto, enquanto alguns venezuelanos viam a Chevron como um símbolo persistente do imperialismo americano. As operações da Chevron ficaram limitadas durante grande parte da última década devido às sanções americanas, que foram impostas e suspensas de forma intermitente. Isso restringiu a empresa, em grande medida, à manutenção dos equipamentos e à recuperação de dívidas que seu parceiro, a estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), tinha com ela. A Chevron, por sua vez, afirmou que sua presença ajudou a estabilizar a economia venezuelana, fornecendo dólares em um período de hiperinflação e desordem econômica, além de contribuir para o abastecimento do mercado mundial de petróleo. Essa permanência também colocou a Chevron em uma posição privilegiada quando o governo Trump afastou Maduro do poder no início deste ano. O acordo firmado agora se beneficia das boas condições das operações que a empresa já mantém no país, disse Wirth: — Isso se deve à dedicação e ao comprometimento dessas pessoas extraordinárias, que trabalharam durante anos de incerteza e ansiedade.
Chevron investirá US$ 7 bilhões em cinco anos para dobrar sua produção na Venezuela
A empresa, única grande petrolífera americana que opera no país, conquistou o direito de desenvolver dois enormes campos de petróleo na região de Carabobo












