Empresa americana negociou os direitos de operação das áreas na região de Carabobo, que abrigam bilhões de barris de reservas de petróleo pesado, dizem fontes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Uma unidade de bombeamento na Faixa do Orinoco, em El Tigre, Venezuela — Foto: Carlos Becerra/Bloomberg A americana Chevron está finalizando um acordo que ampliará significativamente suas operações na Venezuela, com a incorporação de dois gigantescos campos de petróleo na Faixa do Orinoco, como parte de uma iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para aumentar a produção no país sul-americano. Na sexta-feira, Trump anunciou um 'acordo' com Venezuela para controle de reservas de petróleo do país pelos EUA. A petrolífera texana negociou os direitos de operação dos campos na região de Carabobo, que abrigam bilhões de barris de reservas de petróleo pesado, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Os campos ficam próximos de uma enorme área já operada pela PetroIndependencia, uma joint venture da Chevron com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA). Espera-se que o acordo da Chevron seja o maior de vários outros contratos que serão anunciados nos próximos dias, à medida que Trump incentiva novos investimentos dos EUA na indústria petrolífera venezuelana. A empresa se recusou a comentar. A Chevron, única grande petrolífera americana que opera na Venezuela, vem negociando com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, e seu governo novos termos fiscais que poderiam abrir caminho para novos investimentos no país após a captura do ex-líder Nicolás Maduro pelas forças americanas. O acordo é separado das negociações para que o governo dos Estados Unidos adquira uma participação direta em campos de petróleo por meio de uma parceria entre o Departamento de Defesa dos EUA e o empresário Alejandro Betancourt López, dono da North American Blue Energy Partners (Nabep). A empresa é a segunda maior produtora privada de petróleo da Venezuela, atrás da americana Chevron, e passará a deter os direitos de exploração e produção de 17 campos de petróleo na Venezuela. Os 17 campos de petróleo que agora estão sob seu controle têm reservas provadas de 65 bilhões de barris, o que corresponde a um quinto do total de reservas do país. A maioria desses campos pertencia a companhias chinesas e russas e a aliados locais do ex-presidente Nicolás Maduro. O acerto prevê ainda que os EUA terão poder de veto sobre a nomeação de membros do Conselho de Administração da Nabep e que a maioria dos integrantes do colegiado deverá ser formada por cidadãos americanos.