A companhia oferecerá por volta de 27.000 itens de estoque próprio, de categorias como eletroeletrônicos e móveis, games e produtos de informática pelo Kabum a cosméticos e perfumaria pela Época Cosméticos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Magazine Luiza anunciou uma parceria comercial com o Mercado Livre para começar a oferecer a venda direta de seus produtos na plataforma de comércio eletrônico da companhia argentina. O acordo foi bem recebido pelos investidores e as ações da varejista nacional subiram 16,9%, cotadas a R$ 5,40, a maior alta do Ibovespa no pregão desta quarta-feira (2). O contrato, cuja operacionalização teve início na própria quarta, está alinhado a um dos pilares do novo ciclo estratégico que prevê a rápida aceleração das vendas diretas no comércio eletrônico por meio de marketplaces parceiros. Além disso, a companhia tem buscado a captura de audiência complementar aos canais de vendas próprios, sempre com garantia de rentabilidade positiva e de cláusulas de reciprocidade e de não exclusividade. A parceria com o Mercado Livre vem na sequência de acordos semelhantes feitos com Amazon, AliExpress, Americanas, Itaú Shopping e Livelo, com toda a operação de entrega desses produtos sendo feita pelo Magalog, operador logístico independente da companhia. Na plataforma do Mercado Livre, a companhia oferecerá por volta de 27 mil itens de estoque próprio, de categorias como eletroeletrônicos e móveis, games e produtos de informática pelo Kabum e cosméticos e perfumaria pela Época Cosméticos. Segundo o comunicado do Magazine Luiza ao mercado, o acordo com a companhia argentina prevê reciprocidade nos negócios com potencial para ser estendido para área de logística, com fornecimento dos serviços pelo Magalog e uso de lojas físicas como pontos de retirada e de devolução. Na avaliação da XP, a operação é positiva para as duas companhias, expandindo o mercado potencial da varejista brasileira e suprindo uma lacuna importante no sortimento de produtos da plataforma argentina. Segundo os analistas Pedro Caravina e Laryssa Sumer, o Magalu deve ter aceleração nas vendas diretas a partir do quarto trimestre, em movimento análogo ao observado com a Casas Bahia após fechar parceria semelhante. Esse cenário ainda é favorecido pela entrada no período de pico de vendas com ganho de curva de aprendizado nas plataformas parceiras e eventual selo Prime. Somado a isso, ainda segundo os analistas da XP, o fechamento de lojas da Casas Bahia abre espaço para que o Magalu capture participação de mercado, embora a pressão do cenário macroeconômico siga como ponto de atenção. Para o Mercado Livre, a entrada do catálogo do Magalu endereça de maneira direta a principal lacuna de sortimento da plataforma, concentrada em itens pesados como eletrodomésticos e produtos da linha branca, afirma a corretora. Além da oferta de produtos, a rede física de cerca de 1,2 mil lojas do Magazine Luiza poderá servir como ponto de retirada e devolução de mercadorias, ampliando a capilaridade logística do Mercado Livre. Ainda assim, os analistas ponderam que o impacto é mais estratégico do que transformacional sobre os números consolidados, visto que o volume total de vendas do Magalu equivale a menos de 15% dos volumes brasileiros do Mercado Livre. A parceria com o Mercado Livre vem na sequência de acordos semelhantes feitos com Amazon, AliExpress, Americanas, Itaú Shopping e Livelo — Foto: Divulgação