Pequim discordou em diversas questões, como as relacionadas a cadeias globais em segmentos como energia, alimentos, fertilizantes e minerais críticos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, participam de uma sessão plenária durante reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais dos países do G20 em Asheville, Carolina do Norte, Estados Unidos, em 31 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Sam Wolfe À exceção da China, os ministros de Finanças do G20 concordaram nesta terça-feira que os países com superávits comerciais excessivos devem remover tais distorções, que induzem a dependência acentuada de exportações como motor do crescimento econômico, reporta a Reuters. O ajuste evitaria restrições indevidas a exportações, conforme entendimento que emergiu na reunião de dois dias, em Asheville, na Carolina do Norte, EUA. No encontro, os participantes debateram formas de estimular o crescimento e remover desequilíbrios. “Os países devem tomar iniciativas para eliminar políticas e práticas que exacerbam desequilíbrios”, disse o comunicado aprovado sem o aval da China. Anfitrião do encontro, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que 19 dos 20 participantes concordaram em abordar as correntes de “exportações baratas”. Fontes dos EUA e da Europa ouvidas pelo Financial Times disseram que Pequim discordou de termos do comunicado em diversas questões, como as relacionadas a esforços para assegurar funcionamento suave de cadeias globais de oferta em segmentos como os de energia, alimentos, fertilizantes e minerais críticos. Bessent disse que instou alguns dos países que tomaram parte na reunião ministerial do G20 a seguir o manual do governo Trump, e usar as tarifas e outras medidas de natureza comercial para corrigir desequilíbrios. Ele lembrou a jornalistas que havia alertado, no início do segundo mandato do presidente Donald Trump, no sentido de que a "muralha tarifária erguida" pelos EUA significaria que os bens produzidos na China inundariam outros mercados. "Infelizmente eu estava certo", disse Bessent a jornalistas, à margem da reunião ministerial do G20. "O resto do mundo precisa dar uma boa olhada no que precisa fazer para proteger o emprego de seus cidadãos e a sua base industrial", acrescentou. Questionada pelo FT sobre a resistência da China aos termos do comunicado, uma fonte sob condição de anonimato respondeu: "Eles são culpados; se estamos preocupados com distorções persistentes, eles são os piores ofensores". A mesma fonte acrescentou ao FT que uma diferença de 19 a 1 em um comunicado do G20 é algo "inacreditável". A discordância ocorre três semanas antes da chegada aos EUA do presidente da China, Xi Jinping, para reunião de cúpula com o presidente americano, Donald Trump. E três meses antes da reunião de presidentes do G20, que assim como a reunião de ministros, também ocorrerá nos EUA, desta vez em Miami, Flórida.