Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, afirmou nesta terça-feira (1º) que a autoridade monetária, chefiada por Gabriel Galípolo, adotou boas medidas para se defender contra novas fraudes financeiras, vindas da digitalização dos meios de pagamento com o Pix.
Campos Neto ressaltou que o movimento de tornar o ambiente financeiro mais virtual abre brecha para uma mudança no perfil de crimes, que também passam a ocorrer pela internet.
"Quando você muda o sistema de pagamentos, de papel e moedas, todo o crime que estava nas malas de dinheiros passam a ser crimes digitais, ficam mais visíveis. Tem incentivo às pessoas para buscarem formas digitais de fazer fraude. E acho que o Banco Central foi correto de saber a hora de atacar, saber também a hora de defender", disse o colunista da Folha no Zetta Summit, evento de inovação financeira em Brasília.
Campos Neto, hoje vice-chairman e chefe global de Políticas Públicas do Nubank, afirmou também que as iniciativas de prevenção a crimes virtuais do BC incluem o lançamento de novos produtos para competir no mercado. Na avaliação do economista, ainda há espaço para inovação nesse âmbito.
Entra em vigor nesta terça nova regra que prorroga o prazo para contestar devoluções do Pix. O objetivo é evitar que o sistema de devolução seja usado por golpistas para roubar dinheiro de comerciantes.







