País vai ultrapassar o Canadá e entrar, de novo, na lista do top 10, segundo projeções 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Corrida dos PIBs 2026 — Foto: Editoria de Arte Mesmo com a desaceleração no segundo trimestre, a economia do Brasil voltará ao posto de décima maior do mundo até o fim do ano, ao ultrapassar o Canadá, conforme projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ano passado, o Brasil tinha ficado de fora do top 10, segundo os dados do organismo multilateral. Considerando os tamanhos dos PIBs globais, pelo ranking do FMI, tanto em 2024 quanto em 2025, a economia brasileira foi a 11ª maior do mundo. Veja abaixo a evolução dos PIBs das maiores economias do mundo, conforme as mais recentes projeções do FMI, que vão até 2031: A comparação das projeções do FMI para o Produto Interno Bruto (PIB, valor de todos os bens e serviços produzidos numa economia) em valores correntes dos países é feita em dólares. Isso significa que o tamanho da economia de cada país a cada ano depende tanto do crescimento econômico de cada ano quanto da taxa de câmbio entre as moedas locais e a divisa americana. Quando a taxa de câmbio cai (a cotação do dólar fica menor), o PIB do Brasil em dólares aumenta, mesmo que o crescimento econômico mantenha seu ritmo inalterado. Em 2025, o dólar se desvalorizou na Rússia, o que fez o PIB russo aumentar. No caso do Brasil, o câmbio caiu mais para o fim do ano, em movimento que vem se mantendo desde o início deste ano, o que ajuda a explicar o avanço da economia brasileira de volta ao top 10 global. Brasil crescerá mais este ano, segundo FMI Nas contas dos economistas do organismo multilateral, a melhora do desempenho do Brasil está na contramão da economia global. O FMI revisou levemente para baixo as expectativas para economia mundial este ano, prevendo agora 3% de crescimento, ante os 3,1% previstos no relatório de projeções anterior. Nona posição, em 2027 Para 2027, a estimativa é de crescimento de 2,2% do PIB brasileiro. Assim, o Brasil seguirá galgando posições entre as maiores economias do mundo. Nas projeções do FMI, após ficar na 10ª posição este ano, logo atrás da Rússia, a economia brasileira deverá superar a russa em 2027, chegando à nona posição, logo atrás da Itália. As estimativas do FMI vão até 2031. Pelas contas, em 2028, será a vez de ultrapassar a Itália, com o Brasil ficando na posição de oitava maior economia, atrás da França, posto que deverá manter até a virada da década. No longo prazo, a principal tendência, mantida nas projeções, é a ascensão da Índia, país mais populoso do mundo. Segundo o FMI, em 2031, a economia indiana deverá ultrapassar a Alemanha e assumir o posto de terceira maior do mundo, atrás dos EUA e da China. PIB per capita, ranking dos mais ricos Apesar da posição relevante do Brasil no tamanho do PIB anual, o indicador nem sempre é a melhor referência de riqueza de um país. No agregado, é esperado que países populosos, como EUA, China, Índia e Brasil — o sétimo maior em número de habitantes — gerem muito PIB, porque têm mais gente trabalhando. Para medir o quão rico é um país, muitos economistas preferem olhar para o PIB per capita — indicador que pondera o nível do valor agregado na economia pelo tamanho da população. Nessa métrica, o ranking de 2025 foi liderado pelo Principado de Liechtenstein, encravado entre a Suíça e a Áustria, com apenas 40 mil habitantes e PIB per capita de US$ 217.927,88. O segundo mais rico do mundo, com US$ 148.246,98, é o Grão-ducado de Luxemburgo, outra cidade-estado europeia, entre França, Bélgica e Alemanha, onde vivem 700 mil pessoas. Os EUA, maior PIB do mundo, caem para oitava posição no ranking dos mais ricos de 2025, quando se considera o tamanho da população. Terceiro mais populoso do mundo, é o único país que figura no topo tanto dos maiores PIBs quanto dos maiores PIBs per capita. O Brasil registrou em 2025 um PIB per capita de US$ 10.685,69, segundo o FMI. É logo abaixo da Albânia, com US$ 11.234,556. E logo acima de São Vicente e Granadinas, com US$ 10.572,654, conforme os dados do FMI.