Rendimento dos papéis japoneses de dez anos ultrapassa marca de 3% pela primeira vez em 30 anos, diante das preocupações com a inflação, em meio à escalada do petróleo, às expectativas de alta dos juros e à piora das condições fiscais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Manhã no mercado: Aversão a risco persiste com alta dos juros globais; PIB e eleições ficam no radar — Foto: Freepik A pressão vendedora sobre o mercado de títulos do Japão fez o rendimento dos papéis de dez anos ultrapassar a marca de 3% pela primeira vez em 30 anos, diante das preocupações com a inflação, em meio à escalada do petróleo, às expectativas de alta dos juros e à piora das condições fiscais. O movimento se espalha para os Treasuries americanos e pressiona os futuros dos índices de Nova York nesta terça-feira, enquanto investidores aguardam o “payroll” na sexta-feira e monitoram as tensões geopolíticas, com o Brent acima de US$ 92 por barril. Além da expectativa pelo relatório oficial de empregos dos Estados Unidos, os investidores acompanham nesta terça-feira a divulgação do relatório Jolts, que mostrará o número de postos de trabalho abertos em julho. Em junho, foram registradas 7,359 milhões de vagas. Por volta das 8h (de Brasília), o rendimento dos Treasuries de dez anos subia de 4,756% para 4,79%, enquanto o de 30 anos avançava de 5,244% para 5,277%. Em Wall Street, o futuro do S&P 500 cedia 0,49% e o do Nasdaq caía 0,90%. Assim, o movimento de maior aversão a risco observado na véspera segue nesta terça-feira e pode pressionar as ações locais, que destoaram das bolsas globais e tiveram forte avanço ontem, após pesquisas eleitorais mostrarem uma redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto. Ainda nesta sessão, o mercado deve observar o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, que pode reforçar as apostas de corte da Selic em dezembro, além de repercutir o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2027, apresentado no fim da tarde de ontem pela equipe econômica. O documento prevê arrecadação de quase R$ 680 bilhões com os dois novos tributos federais criados pela reforma tributária do consumo, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo, em substituição aos atuais.
Manhã no mercado: Aversão a risco persiste com alta dos juros globais; PIB e eleições ficam no radar
Rendimento dos papéis japoneses de dez anos ultrapassa marca de 3% pela primeira vez em 30 anos, diante das preocupações com a inflação, em meio à escalada do petróleo, às expectativas de alta dos juros e à piora das condições fiscais









