Rendimento dos títulos públicos de dois anos do Japão atingiu o maior nível em 31 anos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 As bolsas da Ásia fecharam sem direção comum nesta segunda-feira, à medida que novos confrontos entre os Estados Unidos e o Irã impulsionavam os preços do petróleo, enquanto os custos de financiamento no Japão atingiam novas máximas de vários anos. O índice Nikkei 225, de Tóquio, teve queda de 0,14%, a 66.311,93 pontos, e o Kospi, de Seul, subiu 0,46%, a 6.820,02 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,07%, a 25.566,99 pontos, e, na China continental, o índice Xangai Composto teve valorização de 0,86% ,a 3.986,29 pontos. No acumulado do mês, o Nikkei subiu 3,03%, o Kospi, 3,40% e o Xangai Composto, 4,02%, enquanto o Hang Seng recuou 1,23%. Uma alta de 2% nos preços do petróleo intensificou as preocupações com a inflação persistente e o risco de novos aumentos nas taxas de juros pelos principais bancos centrais, após o discurso de tom mais duro (“hawkish”) do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Kevin Warsh, em Jackson Hole, na sexta-feira passada. O rendimento dos títulos públicos de dois anos do Japão atingiu o maior nível em 31 anos, enquanto o rendimento dos títulos alemães de dois anos subiu para o patamar mais alto desde julho de 2024. Os contratos futuros de petróleo Brent, negociados acima de US$ 90 o barril, subiram depois que forças dos Estados Unidos atacaram dois lançadores iranianos na Ilha de Larak, no domingo. O Irã respondeu atacando forças dos Estados Unidos na Jordânia e afirmou ter atingido um navio-tanque no Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou posteriormente que a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, estava sendo “reduzida a escombros”, embora não houvesse confirmação militar. Os mercados reagiram elevando para 57% a probabilidade de um aumento de juros pelo Fed em setembro, o que impulsionou fortemente os rendimentos dos títulos do Tesouro de curto prazo e achatou a curva de juros. “Continuamos esperando que um aumento não ocorra antes de dezembro, embora concordemos que a reunião de setembro é uma possibilidade real”, disse Michael Feroli, economista-chefe para os Estados Unidos no J.P. Morgan. “Além disso, independentemente do momento exato dos aumentos, o discurso de Warsh sugeriu um presidente mais disposto a traduzir sua preocupação com a inflação em um aperto monetário.” O Barclays agora prevê que o Fed elevará as taxas em 25 pontos-base tanto em setembro quanto em dezembro. Na Ásia, o índice Nikkei teve queda leve. As “blue chips” chinesas se recuperaram das perdas iniciais, embora as incorporadoras imobiliárias tenham permanecido sob pressão após Pequim anunciar mudanças regulatórias. Uma pesquisa mostrou que o índice oficial de gerentes de compras (PMI) do setor industrial subiu para 49,8 em agosto, ante 49,2 em julho, embora o setor de serviços tenha permanecido estagnado. Inflação e taxas de juros também devem dominar as discussões quando os ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G-20 se reunirem na Carolina do Norte, na segunda e terça-feira. Em entrevista à Reuters no domingo, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que planejava se reunir com o chefe do Banco do Japão, em meio a especulações de que a instituição também poderia elevar os juros em setembro. Analistas argumentam que uma série de aumentos é necessária para sustentar o iene, que voltou a ultrapassar a marca de 160 por dólar. Questionado sobre o iene, Bessent disse que o movimento estava “bem contido”, sugerindo que a desvalorização não foi desordenada o suficiente para desencadear uma nova intervenção conjunta entre Japão e EUA. — Foto: AP Photo/Eugene Hoshiko
Bolsas da Ásia fecham sem rumo comum com alta do petróleo e de rendimentos de títulos públicos
Rendimento dos títulos públicos de dois anos do Japão atingiu o maior nível em 31 anos
637 words~3 min read







