0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), oficializou na noite desta segunda-feira (31) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). A escolha foi feita no mesmo dia em que o ministro Bruno Dantas anunciou a sua aposentadoria antecipada da corte. A expectativa é que o nome de Pacheco seja colocado em votação no plenário já nesta terça-feira (1º). Isso só não deve acontecer se o número de senadores na Casa estiver baixo, o que pode postergar a votação para o dia seguinte. Como mostrou o Valor, Pacheco, que foi presidente do Senado, não deve ser sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, como costuma acontecer. A avaliação é que a Constituição só obriga a realização de sabatinas para indicados pelo presidente da República. Nesse caso, entretanto, a escolha de Pacheco é do Senado, não do Palácio do Planalto. Mesmo assim, a indicação de Pacheco ao TCU foi previamente acertada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em troca da nomeação do aliado à corte de contas, Alcolumbre destravou pautas de interesse do governo no Senado, como a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1, a PEC da segurança pública e o projeto de lei que trata da exploração de minerais críticos no Brasil. Alcolumbre tentou emplacar Pacheco na vaga aberta ao Supremo Tribunal Federal (STF). Lula, no entanto, não aceitou a imposição do presidente do Senado, e indicou para o cargo o advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve o nome barrado pela Casa. A rejeição de Messias ao Supremo em abril levou ao rompimento da relação entre Lula e Alcolumbre. Os dois só voltaram a se reaproximar nas últimas semanas, o que propiciou os acertos para destravar a pauta do Congresso e sacramentar a indicação de Pacheco para o TCU. 31/08/2026 23:04:02