A votação da MP (medida provisória) que acaba com a taxa das blusinhas foi adiada para esta terça-feira (1º) por uma negociação entre os parlamentares e o governo Lula (PT) em torno de duas mudanças na proposta: a criação de uma reavaliação periódica sobre as consequências para a indústria e o varejo nacionais e da obrigatoriedade de que as remessas sejam transportadas pelos Correios.

O plano era que a MP fosse votada nesta segunda (31) numa comissão mista do Congresso, mas essas duas alterações entraram em debate nos bastidores e adiaram a apresentação do parecer da senadora Leila do Vôlei (PDT-DF). Os integrantes da comissão iriam procurar os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para finalizar o texto.

A MP foi editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para acabar com a cobrança de 20% de imposto de importação nas compras internacionais de até US$ 50 (cerca de R$ 258). A medida provisória foi publicada em maio, às vésperas da eleição, para reverter a taxação impopular que foi sancionada pelo petista em 2024, após um acordo com o Congresso para preservar o varejo nacional.

No caso dos Correios, a ideia discutida é condicionar a isenção a que o transporte da mercadoria seja feito pela estatal. A empresa vive uma grave crise financeira, com seguidos prejuízos e a necessidade de um novo aporte de recursos. O governo federal incluiu no Orçamento de 2027 a previsão de repasse de R$ 6 bilhões para viabilizar um empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos públicos e privados.