Os Estados Unidos, que esperam atrair os países europeus para sua guerra econômica contra o Irã, foi alvo de críticas de seus parceiros nesta segunda-feira 31, ao convidar o ministro das Finanças russo para a reunião do G20.

O governo americano tenta convencer seus parceiros do G20 a aumentar a pressão econômica sobre o Irã, durante as conversas em Asheville, na Carolina do Norte, que vão se prolongar até amanhã.

Como presidente do G20 neste ano, os Estados Unidos sediam os encontros do grupo. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, espera usar o evento para promover as políticas americanas, principalmente a desregulamentação, e convencer outros países a isolar ainda mais Teerã.

“Vamos continuar pressionando e já tivemos conversas muito boas aqui”, disse Bessent antes do início da reunião. Ele indicou que um ponto de virada na campanha de pressão americana pode chegar “em questão de semanas ou meses”, e ressaltou não ser necessário que a economia iraniana entre em colapso na guerra do Oriente Médio para que isso aconteça.

A primeira troca de ataques entre Estados Unidos e Irã em um mês acontece em meio ao encontro dos ministros das Finanças.