A Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu, nesta segunda-feira (31), que o governo de Donald Trump dê continuidade à construção de seu projeto de salão de festas na Casa Branca enquanto o presidente republicano contesta uma ordem judicial que paralisaria grande parte da obra.
Por 5 votos a 4, os ministros atenderam ao pedido do governo para suspender uma decisão de instância inferior que interrompia a construção da parte acima do solo do salão de baile, avaliado em US$ 400 milhões, enquanto tramita uma ação movida por uma organização de preservação histórica que busca impedir o projeto.
A decisão teve o apoio de 5 dos 6 ministros conservadores da Corte. Eles afirmaram que a parte autora do processo, a organização sem fins lucrativos Fundo Nacional para Preservação Histórica, não tinha a legitimidade jurídica necessária para ajuizar a ação. Também disseram que o governo provavelmente sofreria "danos irreparáveis" caso o projeto fosse suspenso, citando preocupações de segurança nacional.
O presidente da Suprema Corte, John Roberts, foi o único ministro conservador a divergir. Ele foi acompanhado pelos três ministros liberais da Corte.
A construção do salão de baile é "provavelmente ilegal", escreveu Roberts, observando que o Congresso tem "autoridade constitucional plena sobre o Distrito de Colúmbia [distrito da capital] e as propriedades federais" e que proibiu a construção de estruturas em terrenos do governo federal em Washington, sem sua autorização.















