O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta segunda-feira (31/08) haver indícios de que Rússia e Israel disseminaram desinformação sobre a política migratória espanhola, o que desencadeou a corrida em massa de imigrantes rumo a Ceuta em julho, vindos da fronteira com o Marrocos.

Sánchez, contudo, disse não haver evidências de que o Marrocos tenha promovido essas falsas informações.

Mais de 72 mil migrantes atravessaram irregularmente do Marrocos para o pequeno território espanhol entre 30 e 31 de julho, em uma onda sem precedentes numa das únicas duas fronteiras terrestres da União Europeia com a África. Ao menos 100 pessoas morreram na tentativa, segundo as autoridades locais de Ceuta.

A movimentação gerou preocupação em toda a UE.

Partidos da oposição na Espanha e alguns grupos de direitos humanos chegaram a acusar o Marrocos de ter permitido ou estimulado deliberadamente a travessia em massa, mas o governo marroquino negou as acusações.