Taipei também apontou que Pequim vem extraindo lições das dificuldades enfrentadas pelos EUA na guerra contra o Irã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um helicóptero CH-47SD sobrevoa Taipé com uma bandeira de Taiwan durante as comemorações do Dia Nacional, em Taiwan, no domingo, 10 de outubro de 2021 — Foto: I-Hwa Cheng/Bloomberg Uma Pequim cada vez mais imprevisível está reforçando seu controle sobre o espaço aéreo e as águas ao redor de Taiwan, afirmou Taipei em sua avaliação anual da ameaça chinesa, que também apontou que a China vem extraindo lições das dificuldades enfrentadas pelos Estados Unidos na guerra contra o Irã. A China considera Taiwan, governada democraticamente, parte de seu território e nunca renunciou ao uso da força para colocar a ilha sob seu controle. O governo chinês também envia forças militares para as águas e o espaço aéreo ao redor de Taiwan quase diariamente. O governo de Taiwan rejeita as reivindicações de soberania de Pequim e afirma que somente a população da ilha pode decidir seu futuro. Washington fornece armas a Taiwan, ao mesmo tempo que mantém uma política de ambiguidade sobre se interviria militarmente para defender a ilha. Em seu relatório anual sobre a ameaça militar chinesa, cuja cópia foi analisada pela Reuters, o Ministério da Defesa de Taiwan afirmou que a situação de segurança regional “continua se agravando” e destacou uma “crescente imprevisibilidade” nas decisões da China devido a um expurgo “sem precedentes” de oficiais militares de alta patente. O Ministério da Defesa da China não respondeu a um pedido de comentário. O relatório afirmou que a China está incorporando a seus treinamentos e exercícios lições extraídas das guerras na Ucrânia e no Golfo, especialmente sobre a eficácia de enxames de drones baratos na guerra entre Ucrânia e Rússia. O documento também enumerou aparentes problemas dos EUA revelados pela guerra contra o Irã e afirmou que a China os está estudando. “O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã evidenciou questões como o rápido consumo de munições, a pressão sobre os sistemas de interceptação de defesa aérea, a mobilização industrial e a fragilidade da cooperação entre aliados”, afirmou. O presidente Donald Trump iniciou a guerra contra o Irã ao lado de Israel há seis meses, prometendo inicialmente uma vitória em poucas semanas. O Irã tem atacado bases americanas no Oriente Médio, obrigando Washington a gastar munições caras de defesa aérea, embora o governo Trump afirme que os estoques continuam adequados. Sobre a ameaça direta a Taiwan, o relatório afirmou que os exercícios realizados pela China ao redor da ilha nos últimos anos têm se concentrado no “bloqueio e controle conjuntos” das rotas marítimas externas de Taiwan, enquanto Pequim ainda não dispõe da capacidade necessária para realizar um ataque anfíbio. Durante esses exercícios, a China emprega aeronaves e navios militares, além de embarcações da guarda costeira, para “criar condições favoráveis para uma invasão de Taiwan (...) a fim de interromper nossas rotas externas de transporte e formar uma postura de cerco”. Por meio de suas patrulhas regulares de prontidão de combate, missões em águas distantes e outros exercícios, a China está “reforçando seu controle” sobre as águas e o espaço aéreo ao redor do Estreito de Taiwan, afirmou o ministério. “Seu objetivo é destruir o comando e controle e nossa capacidade de defesa aérea na fase inicial do combate.”
Taiwan alerta para avanço do controle militar da China ao redor da ilha
Taipei também apontou que Pequim vem extraindo lições das dificuldades enfrentadas pelos EUA na guerra contra o Irã







