Em resposta ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o X (ex-Twitter) apontou uma série de lacunas a uma regra do próprio tribunal que determina que as redes sociais devem excluir os perfis declarados pelos candidatos de seus sistemas de recomendação de conteúdo durante a campanha eleitoral.

Na prática, isso significa que as plataformas não podem exibir postagens da conta de um candidato para alguém que não segue esse perfil.

A empresa diz que vem cumprindo tal regra, mas pede que ela seja afastada ou suspensa, "diante das dificuldades concretas de sua operacionalização e do risco de que a própria regra produza tratamento assimétrico entre candidaturas".

"A regra pode restringir o alcance da candidatura cuja conta foi corretamente identificada, enquanto outra, cuja conta não foi informada ou não pôde ser identificada com segurança, pode permanecer fora do filtro", diz a empresa. "O resultado é, portanto, paradoxal: uma regra criada para assegurar tratamento isonômico pode, em determinadas circunstâncias, produzir justamente a assimetria que pretende evitar, ao mesmo tempo em que restringe a circulação orgânica do discurso eleitoral."

Essa manifestação do X se deu em uma ação protocolada pela coligação do presidente Lula (PT) na última quarta-feira (26). Na sexta-feira, o ministro André Mendonça determinou que a plataforma prestasse informações.