Todos os meses, por volta da época da menstruação, Grace precisa ser levada ao hospital.
Ela sente tanta dor que seus pais frequentemente precisam carregá-la até o carro. No pronto-socorro, ela por vezes espera por horas para ser atendida, apenas para ser mandada de volta para casa chorando e com mais analgésicos fortes.
Durante muito tempo, Grace, que agora tem 14 anos e é de Yorkshire, no Reino Unido, sentiu que os médicos desconsideravam sua dor. "Sinto que me viam como uma menina que não queria ir à escola e que estava fazendo drama", diz ela.
Foram apresentadas a ela várias possíveis causas para seus sintomas: síndrome do intestino irritável, um cisto, ansiedade e "apenas uma cólica menstrual forte". Mas, segundo ela, "eu sabia que era algo mais sério do que isso".
Os médicos disseram à britânica em diversas ocasiões que não poderia ser endometriose —uma doença incurável que causa lesões e cicatrizes nos órgãos internos e em todo o corpo— porque ela era muito jovem.






