Em 2025, os eventos tiveram cerca de 12 mil pessoas em quatro etapas e em 2026, com sete etapas, este número chegou a 26 mil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Corrida da Vale no Rio de Janeiro em 2026: novidade do circuito — Foto: Platinir Pereira/ Vale O Circuito Corrida Vale se despediu de 2026 neste último domingo, em Itabira (MG), com balanço positivo e de olho no crescimento. Promovido pela Vale, uma das maiores produtoras globais de minério de ferro, cobre e níquel, o circuito reuniu cerca de 26 mil corredores ao longo do ano, em sete etapas — aumento de 117% em relação aos 12 mil participantes da edição de 2025, mais do que o dobro. Criado em 2023 com o objetivo de promover a saúde, principalmente entre os empregados da Vale nas áreas operacionais, o circuito teve quatro etapas em todas as três temporadas. Essa foi a primeira vez que a empresa realizou sete corridas proprietárias e todas gratuitas, sem taxa de inscrição. Em 2026, o circuito incluiu eventos no Rio de Janeiro, Itabira e Canaã dos Carajás (PA) e passou a ter prova kids (com mais de 2 mil crianças no total). Segundo dados da empresa, cerca de 80% dos participantes das corridas são pessoas da comunidade local, sendo o restante funcionários da empresa. — O balanço é positivo em vários aspectos. Primeiro pela capacidade de mobilização do público e adesão significativa. Para a Vale e pela perspectiva do Esporte, a corrida de rua é um lugar de conexão, encontro e integração. Promovemos experiências de diferentes formas a partir destes encontros. Falamos de funcionários, família, público, comunidade, todos se beneficiam de diferentes maneiras, da saúde ao social — declara Fernanda Fingerl, gerente de Metodologias e Inovação Social da Vale. — A prova kids, uma novidade este ano, foi muito relevante. Entendemos que é uma forma de envolver toda a família e uma maneira de trabalhar a iniciação no esporte. Foi um dos pontos de grande integração, um dos maiores feedbacks positivos que tivemos neste ano. Sobre a temporada de 2026, Fernanda destacou ainda a gratuidade e a capilaridade do circuito, uma vez que há provas em cidades fora do eixo Rio-São Paulo. O Circuito Corrida Vale é realizado com recursos da Lei Federal de Incentivo ao Esporte e das sete etapas, apenas uma foi disputada no Rio — além de Canaã e Itabira, as outras sedes foram Vitória (ES), São Luís (MA), Parauapebas (PA) e Nova Lima (MG). Fernanda diz ainda que no ano passado a empresa aportou R$ 2,5 milhões neste circuito de corridas proprietárias (com recursos incentivados). E que em 2026, foram R$ 4,5 milhões. Das sete etapas, apenas uma teve aporte próprio. Circuito Corrida Vale passou a ter prova para crianças em 2026: balanço positivo — Foto: Platinir Pereira/ Vale — Essas corridas não têm valor de taxa de inscrição porque a nossa finalidade é mesmo eliminar as barreiras e trabalhar o esporte com a perspectiva da inclusão. Com as corridas, conseguimos fortalecer uma política pública, gerando benefício público para o publico. É um valor muito forte e uma responsabilidade enorme que temos e que ficamos felizes de ter podido aumentar o circuito dentro desta lógica da inclusão — declara Fernanda. Ela lembra ainda que a empresa é uma das maiores patrocinadoras do esporte no Brasil, investe há mais de 15 anos na área e nos últimos cinco anos destinou cerca de R$ 560 milhões via Lei Federal de Incentivo ao Esporte. É parceira do Comitê Olímpico do Brasil neste ciclo de Los Angeles-2028. A Vale patrocina corridas de rua de outros circuitos, como o das Estações (entrou este ano), com a Live! e provas de trilha em parceria com o XTerra (em Nova Lima, a prova foi realizada em uma mina desativada) e com o WTR (com a etapa social em Serra Pelada). Flávia Dutra, gerente de Benefícios e Bem-Estar da Vale reforça que, para a empresa, este circuito não é apenas um evento esportivo: funciona como plataforma de relacionamento, saúde, bem-estar e conexão com comunidades. Destacou a importância de estar em lugares como Canaã, onde o evento teve máxima adesão. — A cidade toda se mobilizou, foi um grande evento estar lá. O engajamento da população foi muito legal — contou Flávia que destaca também o olhar para a inclusão. — A gente tem um circuito com este foco. Cerca de 60% do nosso público são de mulheres e 20% do público geral correu pela primeira vez. Além disso, reconhecemos o desempenho de atletas PCD com premiações. A ideia segundo Fernanda é crescer ainda mais o circuito. Mas não há nada de concreto neste momento. Ela explica que, como o circuito é bancado em sua grande maioria com recursos incentivados, será necessário "fechar o ano", consolidar estratégias e respeitar fluxo de governança. — Queremos fortalecer o circuito de corridas mas ainda não temos o recurso, o balanço final. Como usamos recursos incentivados precisamos esperar o ano fechar para ter a visão do que será possível. Nossa intenção é olhar para cidades onde a Vale tem atuação. — explica Fernanda. A Vale está presente em mais de 100 municípios, em cinco estados: Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro. — O quanto vamos poder usar está relacionado aos resultados da empresa. Sempre temos cuidado com esta previsão que envolve várias áreas da empresa. Na parte de recursos incentivados são cerca de 10 áreas envolvidas. Só o nosso grupo de trabalho, do Esporte, são cerca de 40 pessoas. E o que percebemos em conversas com estes grupos de trabalho é que existe sim um desejo que a gente possa implementar cada vez mais corridas — completa Fernanda.