Um azarão processa uma empresa enganosa. A trama é a do filme de Coyote, Looney Tune que gastou milhões, sem sucesso, para capturar o saboroso Papa-Léguas, mas quase ocorreu com o diretor Dave Green, que penou para lançar "Coyote vs. Acme".

É que a comédia com os personagens da Warner Bros., em cartaz, teve seu lançamento cancelado após ficar pronta, em 2023, apesar de avaliações acima da média em sessões teste.

De um lado, um relatório mostrou que o estúdio queria declarar o longa como um "ativo perdido" e reduzir impostos sobre títulos que considerava ser mais lucrativos. David Zaslav, o controverso e atual gestor da Warner, já o havia feito com um desenho do cão Scooby-Doo e uma versão em carne e osso da heroína Batgirl, que nunca mais viram a luz do dia.

Do outro lado, protestos tomaram as redes até o filme ser salvo em 2025, quando a Warner voltou atrás e o vendeu para a Ketchup Entertainment. Naquele ano, a produtora independente distribuiu nas salas "O Dia em que a Terra Explodiu", animação em que Patolino encara ETs.

Antes de abrir mão desse outro título dos Looney Tunes, a Warner quase o lançou na HBO Max, mas a ideia não resistiu às reformas pelas quais o estúdio passava na época, quando se fundiu com a Discovery.