Eleições 2026
“Nada há nada tão estúpido quanto a inteligência orgulhosa de si mesmo” (Mikhail Bakunin). Talvez só a ignorância orgulhosa de si mesmo, complementaria…
Na entrevista que o candidato da ultradireita, Flávio Bolsonaro, deu ao Jornal Nacional, da TV Globo, deu para sentir que o candidato estava tranquilo, como se soubesse que não seria questionado sobre as mentiras que iriam ser o norte do seu discurso. Depois de um interrogatório duríssimo no dia anterior, com o presidente Lula, no qual dupla de entrevistadores parecia integrar o Ministério Público, criou- se uma expectativa de que Flavio teria que ter o cuidado de se explicar. Na verdade, ele estava como o Flamengo no Maracanã: com a certeza de ter o VAR ao seu lado.
Tenho escrito que é muito difícil disputar com quem não tem compromisso com a ética, com a verdade. Na entrevista, isto ficou evidenciado. Perguntado sobre ter condecorado seu parceiro miliciano, Adriano da Nóbrega, chefe do “Escritório do Crime” no Rio, temido grupo de matadores de aluguel, Flávio disse que, à época, o sicário era um policial exemplar. Ora, então por que a entrega da Medalha Tiradentes, a principal honraria do estado, foi entregue em um presídio? Nóbrega estava preso…










