Gerando resumoO príncipe herdeiro da Noruega, Haakon, de 53 anos, assumiu o trono e tornou-se o rei Haakon VIII na madrugada desta sexta-feira, 28, após a morte de seu pai, o rei Harald V, aos 89 anos.PUBLICIDADEEntre os desafios do novo monarca estão a estabilização da monarquia do país e a recuperação da popularidade da família real após polêmicas recentes, incluindo o contato de sua esposa, Mette-Marit, com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, e a condenação do filho dela, Marius Borg Høiby, por estupro.Haakon é o filho mais novo do rei Harald e da rainha Sonja, que também são pais da princesa Märtha Louise, de 55 anos. Como o filho homem mais velho, tornou-se herdeiro do trono quando seu avô, o rei Olav, faleceu em 1991.PublicidadeO príncipe herdeiro da Noruega, Haakon, de 53 anos, assumiu o trono e tornou-se o rei Haakon VIII. Foto: Jeff Chiu/AP - 16/04/2024A Constituição da Noruega foi alterada em 1990 para permitir que os primogênitos, independentemente do sexo, tivessem prioridade na linha de sucessão. No entanto, a alteração não foi aplicada retroativamente.Quando era criança, Haakon sonhava em ter uma loja de brinquedos, mas logo percebeu que seu caminho já estava traçado e que um dia se tornaria rei. Praticante de surfe, esqui e outros esportes, o novo monarca disse, em entrevista à emissora norueguesa NRK, que, se não fosse da realeza, teria seguido carreira como surfista.Haakon é graduado em Ciências Políticas pela Universidade da Califórnia em Berkeley e mestre em Estudos de Desenvolvimento pela Escola de Economia e Ciência Política de Londres, com especialização em comércio internacional e África. Em 1995, formou-se na Academia Naval Real da Noruega e também concluiu o programa de formação de diplomatas do Ministério das Relações Exteriores.PublicidadeCasamento com Mette-MaritAmante da música, Haakon frequentou festivais por toda a Europa quando jovem. Em um desses eventos, conheceu Mette-Marit, na Noruega, em 1999. Desde o início, sabia que o relacionamento enfrentaria uma batalha árdua para ser aceito. Ela havia sido vista em festas onde drogas ilegais eram consumidas, era mãe solteira, e o pai de seu filho havia sido condenado à prisão por posse de cocaína.Em entrevista à NRK em maio de 2000, Haakon afirmou que, no início da década de 1990, “uma cultura jovem surgiu em Oslo” e reconheceu que Mette-Marit era “parte ativa desse ambiente na época”.PublicidadeHaakon e sua esposa, Mette-Marit. Foto: Michel Spingler/Pool/AP - 02/07/2011Apesar disso, Haakon obteve a permissão de seu pai, que também havia se casado com uma plebeia, para se casar com Mette-Marit. Eles se casaram em agosto de 2001 na Catedral de Oslo. Nos anos seguintes, a popularidade do casal disparou com a combinação de simplicidade e elegância.O casal tem dois filhos: Ingrid Alexandra, de 22 anos - que, após a morte do avô, tornou-se princesa herdeira e sucessora do trono -, e Sverre Magnus, de 20 anos. Haakon também é padrasto de Høiby, que não tem título real.Leia tambémMorre aos 89 anos Harald V, rei da Noruega desde 1991Princesa herdeira da Noruega passa por transplante de pulmão após condenação de filho por estuproFilho da princesa herdeira da Noruega é condenado a 4 anos de prisão por estuproPolêmicasEm junho, Høiby foi condenado a quatro anos de prisão por estupro. Ele foi considerado culpado de duas das quatro acusações de estupro que enfrentava e também foi condenado por agressão e abuso em um relacionamento íntimo. Os advogados de Høiby disseram que ele recorrerá das condenações.PublicidadeO julgamento ocorreu em meio a uma avaliação pública da família real após revelações sobre os contatos passados ​​de Mette-Marit com Epstein. Ela pediu desculpas publicamente pela ligação e disse que agiu com falta de bom senso ao manter contato com ele. Mette-Marit não é acusada de nenhum crime.Em entrevista à NRK em março, a nova rainha da Noruega disse que foi manipulada e enganada por Epstein e que se sentiu insegura durante um encontro com ele em 2013, em sua mansão em Palm Beach, na Flórida.O novo rei da Noruega, Haakon VIII, e sua filha, a princesa herdeira Ingrid Alexandra, em uma reunião extraordinária no Gabinete do Palácio, após a morte do rei Harald V. Foto: Lise Åserud/NTB Scanpix/APEm 2018, o Palácio Real informou que Mette-Marit havia sido diagnosticada com uma forma rara de fibrose pulmonar crônica, o que a obrigava a se afastar ocasionalmente de suas funções oficiais. PublicidadeA doença incurável dificultava cada vez mais a respiração, causando tosse seca, fadiga, perda de peso e de apetite. Ela recebeu um transplante de pulmão em junho.Os críticos de Märtha Louise, que escreveu livros nos quais afirma ter contato com anjos, também a culpam pelos problemas de reputação da família. Ela foi casada por 14 anos e, após se divorciar, casou-se novamente em 2024 com o americano Durek Verrett, que se descreve como xamã e curandeiro em seu site.Em 2022, a princesa anunciou que não representaria mais oficialmente a Casa Real da Noruega, após “muitas perguntas” relacionadas ao seu papel e ao de Verrett. Uma das tarefas do novo rei será consolidar o apoio popular à família real. Embora a maioria da população ainda a apoie, essa proporção diminuiu nos últimos anos.Uma pesquisa publicada pelo jornal norueguês Dagbladet no final de 2022 mostrou que 68% dos entrevistados queriam manter a monarquia. Em 2017, quando a NRK fez a mesma pergunta, o apoio à Casa Real era de 81%.A monarquia norueguesa tem raízes antigas, remontando ao rei Harald Cabelo Belo, no século IX. Quando a Noruega reconquistou sua independência da Suécia em 1905, três quartos dos eleitores em um plebiscito nacional aprovaram a restauração da monarquia. PublicidadeHoje, o papel é em grande parte simbólico, já que o poder reside em um parlamento eleito, mas a família real norueguesa mantém o status de celebridade e um papel importante na promoção da rica nação ao redor do mundo./Com informações da APVale ler tambémComo a falência da Venezuela ajudou a mudar a América Latina? Entenda no vídeoAs lições para o Brasil da postura canadense em relação a TrumpPor que Trump está usando vistos de entrada nos EUA como ferramenta de pressão política?