Acompanhado do maestro Maurício Piassarollo, ao lado de um piano de cauda preto, Péricles ensaiou, na última quinta-feira, algumas das músicas que prepara para o show em 7 de setembro, no Rock in Rio.

A curta prévia na sala de estar da casa do criador do evento, Roberto Medina, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, zona sudoeste da capital fluminense, foi uma prova de um repertório em celebração à Motown, gravadora celeiro de grandes nomes da black music americana.

Com sua potência vocal e afinação habituais, o sambista passou por "Superstition", de Stevie Wonder, "My Girl", dos The Temptations, e "Cruising", de Smokey Robinson —três dos 13 hits da setlist do tributo para o palco Sunset, o segundo maior do festival."A Motown estabeleceu uma maneira de a gente ouvir música no rádio, de a gente consumir música. O tempo da música lá não pode demorar muito. Tem um tempo de um round de boxe, uma ideia do Ben Gordy, que foi boxeador. O que a gente entende de música, os temas, o tempo, foi a Motown que montou", diz.

Um dos maiores nomes do pagode, Péricles tem retomado também sua afinidade com o soul e o R&B. A ideia de homenagear a gravadora, aliás, surgiu após ele ter incluído "Stand by Me", de Ben E. King, em seus shows. "Venho fazendo isso [passando por vários estilos] desde sempre, fez parte da minha carreira. O que a gente está fazendo hoje é externar para que outras pessoas lembrem disso."