O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (28) que prepara medidas para permitir que agricultores e pecuaristas processem a própria produção, em uma nova ofensiva contra a concentração do setor de carnes no país —setor que tem entre seus principais atores duas empresas de origem brasileira.
O anúncio ocorre dois dias depois de Trump afirmar em um podcast que existe um monopólio no processamento de carne bovina nos Estados Unidos e pouco mais de duas semanas após seu conselheiro comercial, Peter Navarro, acusar quatro grandes empresas do setor de formar um cartel.
"Há, essencialmente, quatro delas, um número nada competitivo, e elas tornam horrível a vida dos nossos maravilhosos agricultores e pecuaristas", escreveu Trump nesta sexta-feira, sem citar nominalmente as companhias.
O movimento também ocorre na esteira da disparada dos preços de proteínas de origem animal nos Estados Unidos e da redução do rebanho. Um quilo de carne moída chegou a US$ 6,759 (R$ 35,10) em janeiro deste ano, de acordo com o Federal Reserve Economic Data, um aumento de 18% em comparação com o ano passado.
Em números oficiais, a inflação da carne foi de 9,4% nos 12 meses encerrados em julho, segundo o índice de preços ao consumidor divulgado pelo Departamento do Trabalho.













