Após evento promovido por ACRJ, Fecomércio RJ e Firjan, candidato defendeu o fim da escala 6x1 e criticou a condução do tema pelo governo Lula 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Caiado é o primeiro presidenciável a participar do encontro Rio pelo Brasil — Foto: Esther Gama RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você O candidato propõe criar uma lei de responsabilidade educacional e acabar com a aprovação automática. Na saúde, ele defende a digitalização de prontuários e cirurgias robóticas. Para combater o crime organizado, o presidenciável planeja usar as Forças Armadas em ações de inteligência e classificar facções como terroristas domésticos. Caiado criticou a gestão econômica atual, classificando o programa Desenrola como "esperteza de agiota". CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira que, se eleito, terá educação e segurança pública como prioridades. O ex-governador de Goiás apresentou suas propostas no encontro Rio pelo Brasil, promovido pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Fecomércio RJ e Firjan. Após o evento, em entrevista, defendeu o fim da escala 6x1, tema que preocupa representantes do setor empresarial. Como já havia antecipado na sabatina promovida por O GLOBO, CBN e Valor Econômico nesta quarta-feira, Caiado voltou a defender o fim da escala 6x1, mas criticou a forma como o tema vem sendo conduzido pelo governo do presidente Lula (PT). Na pesquisa Quaest, divulgada na última sexta-feira (21), Caiado aparece com 5% das intenções de voto no levantamento. — O que eu defendo é que uma decisão como essa não pode ser no apagar das luzes do governo envolvido em tanta corrupção, que quer iluminar a sociedade brasileira com uma situação que as pessoas sabem que mais gera emprego no Brasil — afirmou. Questionado pelos presidentes das instituições — Josier Vilar, da ACRJ; Antonio Florencio de Queiroz Junior, da Fecomércio; e Luiz Cesio Caetano, da Firjan — sobre suas principais propostas para o Rio, Caiado voltou a defender a construção de 40 presídios de segurança máxima e disse que pretende avançar na educação para ampliar as oportunidades dos jovens e evitar que deixem o país em busca de melhores perspectivas. Caiado afirmou que a educação será prioridade de um eventual governo. Entre as propostas, defendeu alfabetização na idade certa, acompanhamento dos estudantes, ampliação do ensino profissionalizante e provas de proficiência no ensino superior. Também criticou a aprovação automática e disse que não irá “manipular dados do Ideb” — O país precisa dar alternativa para os jovens de poder escolher o horário de trabalho. A educação formal não importa a vocês mais, vocês querem algo a mais. O que eu espero poder promover a vocês é não só sonhar, mas ter a educação como realidade de vida alternativa, uma forma de poder sustentar você, sua família e as pessoas de seu lugar, é isso que eu quero trazer. Eu vou basear o meu governo em segurança e em educação, para vocês poderem dar atenção, olhar o Brasil e não quererem sair do país. E eu vou guardar a segurança pública, eu sei como trabalhar e sei como ter autoridade moral — prometeu Caiado se dirigindo à turma de jovem aprendiz presente no evento. No encontro, o presidenciável também falou em enfrentar facções: — Na segurança pública, repetiremos aquilo que fizemos em Goiás, vamos taxar as facções como terroristas domésticos, e, ao mesmo tempo, implantar 40 grandes penitenciários de segurança máxima, podemos ter aqui uma sofisticação, uma inteligência oficial sobre toda a estrutura de identificação de criminosos e o ministério da segurança pública, um centro de absorção de todos os dados com a contribuição dos governadores também, e a partir daí ter uma atuação diferenciada. Será utilizada as forças armadas, nós teremos um sistema de inteligência acoplado nos batalhões especializados — explicou Caiado. Na saúde, Caiado defendeu a digitalização das filas de atendimento, a regionalização dos serviços e o estímulo à produção de medicamentos e a procedimentos mais modernos, como cirurgias robóticas e por vídeo. — Não é possível mais viver em um Brasil onde o número de mortes evitáveis acontece com distâncias de milhares ou de quase mil quilômetros entre o cidadão e o agente de saúde — afirmou. — Não se aprende a governar na cadeira da Presidência. É preciso ter acumulado experiência e demonstrado respeito ao dinheiro público. Quero ver, após anos, uma experiência de ter passado pelas mãos bilhões e bilhões de reais sem nenhum desvio de comportamento ou de caráter. Vocês podem dar um Google e não vão achar nada em meus 40 anos de vida pública que não seja trabalho — disse Caiado, ao se referir ao presidente Lula (PT). 'Esperteza de agiota' Na economia, Caiado acusou o governo Lula de promover uma “gastança irresponsável” e afirmou que os juros altos têm penalizado empresários e famílias. O candidato também criticou o Desenrola, programa de renegociação de dívidas, que classificou como uma “esperteza de agiota”, e prometeu alcançar superávit de 1,5% do PIB já no primeiro ano de governo. Ele defendeu ainda um ajuste fiscal, mas não detalhou as medidas. Caiado também afirmou que a corrupção tem avançado sobre a economia formal e elevou o tom contra o governo. — É uma mexicanização da política brasileira. O Brasil está caminhando para o lado da No encontro, Caiado apresentou seu plano de governo, respondeu a perguntas dos presidentes das três entidades e exibiu o filme que estreia neste sábado no horário eleitoral. Dividido em 26 temas, o programa inclui propostas para segurança, educação, saúde, emprego, conectividade e produção. O Rio pelo Brasil reúne candidatos à Presidência para discutir propostas para o país com foco nas demandas do estado, como geração de empregos, infraestrutura, inovação e fortalecimento dos setores de comércio, serviços, turismo e indústria. *Estagiária sob supervisão de Leila Youssef