0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Após IPCA-15, o economista José Roberto Mendonça de Barros refez seus cálculos e revisou a projeção da inflação de 5% para 4,6% ao fim deste ano — Foto: Arquivo O economista José Roberto Mendonça de Barros, da MB Associados, me contou nesta quinta-feira que refez seus cálculos para a projeção do IPCA ao fim de 2026, e reduziu sua estimativa era de 5%para 4,6%. A deflação de 0,40% registrada pelo IPCA-15, maior do que a esperada pelo mercado, iniciou um movimento de revisão das previsões para a inflação deste ano e outros bancos e consultorias também podem rever para baixo suas projeções para 2026 nas próximas semanas. Mas o que significa uma projeção de inflação de 4,6% ao fim deste ano? É quase gol, é bater na trave. Afinal, o teto da meta é de 4,5%. Não se pode esquecer, porém, que a meta é 3%, e não 4,5%. Mas, se o IPCA ficar dentro do intervalo de tolerância, para todos os efeitos, a meta é considerada cumprida e o Banco Central não precisa se explicar — o que é necessário quando a inflação estoura o teto. Reduzir as projeções de inflação é uma boa notícia, mas ainda há muitas incertezas até o fim do ano. Entre elas estão os efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã, que tem provocado oscilações nos preços do petróleo, e os possíveis impactos do El Niño. Ainda não é possível dimensionar o efeito do fenômeno climático sobre o Brasil, mas já há desdobramentos pelo mundo. A safra europeia de beterraba, por exemplo, foi prejudicada, o que já levou à alta das cotações do açúcar no mercado internacional. Além disso, está no radar a questão cambial, que pode ser afetada pelos movimentos dos Estados Unidos e também pelo debate eleitoral. Mas, nesta sexta-feira, o que eu queria contar é que uma grande consultoria, que costuma acertar suas projeções, reduziu de 5% para 4,6% a previsão para a inflação de 2026. Ou seja, a inflação está caminhando na direção da meta. Ainda não chegou lá, mas já está mais perto.