Por quase 27 minutos no mês passado, fiquei fascinado enquanto assistia a Jason e Lucia, os protagonistas de "Grand Theft Auto 6", subirem na escala social —de um negócio de drogas que deu errado em um conjunto habitacional decadente a uma festa com empreendedores cheirados inaugurando seu novo prédio de escritórios.

Para além dos valentões autoconfiantes e dos integrantes inquietos da alta sociedade, a prévia estendida do videogame apresentou um panorama de cenas: corridas de stock car, paraquedismo, passeios de barco pelos pântanos, caiaque, dança em boates e, é claro, violência coreografada como um balé.

Essa prévia estendida de "Grand Theft Auto 6" foi divulgada ao público na Netflix nesta quinta-feira (27), aumentando ainda mais a expectativa para o lançamento, marcado para 19 de novembro. A série, impregnada de violência e de sátiras à cultura americana, é um playground virtual no qual é possível explodir viaturas policiais ou organizar montagens de "Hamlet".

O lançamento de um novo jogo equivale a um novo álbum de Beyoncé ou a um filme de Martin Scorsese, um raro momento monocultural em um mundo fragmentado.

"Grand Theft Auto 6" será vasto. Vice City, sua sedutora interpretação de Miami, tem o dobro do tamanho de Los Santos, a versão de Los Angeles de "Grand Theft Auto 5", segundo a desenvolvedora Rockstar Games. O mapa completo, afirmou o estúdio, é três vezes maior que a área jogável de seu título anterior, "Red Dead Redemption 2".