Medida poderia, em última instância, reduzir o custo das importações da commodity 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vista aérea feita por drone mostra uma bomba de extração de petróleo e uma sonda de perfuração ao sul de Midland, Texas, Estados Unidos, em 11 de junho de 2025 — Foto: . REUTERS/Eli Hartman/Foto de arquivo Autoridades do governo do presidente Donald Trump estão trabalhando em um acordo para garantir acesso de longo prazo a uma parte das reservas de petróleo bruto da Venezuela, uma medida que poderia, em última instância, reduzir o custo das importações de petróleo. O acordo, que poderá ser assinado e divulgado em breve, deve funcionar de forma a permitir que o governo americano garanta o controle de um conjunto de campos petrolíferos venezuelanos a serem explorados por empresas americanas, disseram as fontes, acrescentando que o abastecimento resultante seria garantido para os Estados Unidos “Isso é real e está sendo discutido nos mais altos níveis dos governos dos EUA e da Venezuela”, disse uma das fontes. Outra fonte disse que um “contrato de arrendamento” estava sendo considerado como o modelo jurídico para viabilizar o acordo, com um leilão ou licitação posterior para distribuir cada um dos campos entre os produtores americanos. Uma lista de 17 campos em negociação, vista pela Reuters, inclui campos em fase inicial na vasta Faixa do Orinoco, combinados com áreas maduras no Lago Maracaibo, alguns dos quais são atualmente operados por uma pequena empresa chinesa cujo contrato foi assinado durante o governo de Nicolás Maduro. A Casa Branca encaminhou as perguntas ao Departamento de Energia dos EUA. O Ministério do Petróleo da Venezuela, a petrolífera estatal PDVSA e o Departamento de Energia não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. A ministra do Petróleo venezuelana, Paula Henao, não foi localizada para comentar o assunto. A Venezuela está considerando deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), à medida que fortalece laços com os EUA, informou a Bloomberg na noite de quinta-feira. A Venezuela, que aderiu ao grupo como membro fundador em 1960, não cumpre as cotas da Opep há anos, já que sua indústria petrolífera estatal sofreu com negligência e corrupção. Os EUA há muito tempo estão em desacordo com a organização devido à sua influência sobre os preços do petróleo. Um rebocador auxilia um petroleiro perto do terminal de Jose, da estatal petrolífera venezuelana PDVSA, em Puerto La Cruz, Venezuela, em 9 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria A atual regulamentação de hidrocarbonetos na Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo bruto do mundo, não prevê concessões de áreas petrolíferas, enquanto a Constituição reserva as atividades centrais do setor ao Estado. A legislação petrolífera reformada recentemente permite a exploração de campos de petróleo por meio de joint ventures e contratos de partilha da produção. Durante décadas, o governo venezuelano impediu que produtores estrangeiros registrassem as reservas de petróleo do país em seus balanços. Embora os detalhes completos do possível acordo entre Washington e Caracas ainda não tenham sido divulgados, ele poderia levantar questões constitucionais e enfrentar contestação judicial, segundo especialistas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma reunião com executivos do setor de petróleo na Sala Leste da Casa Branca, em Washington, em 9 de janeiro de 2026 — Foto: Al Drago/Bloomberg O site de notícias Axios foi o primeiro a noticiar as negociações na quinta-feira e informou que o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, planeja uma viagem a Caracas já na próxima semana. Desde que os EUA capturaram e destituíram o ex-presidente Nicolás Maduro do poder em janeiro, Washington vem tentando garantir um fluxo estável de petróleo bruto venezuelano para as refinarias americanas, ao mesmo tempo em que promove o investimento dos EUA no deteriorado setor energético da Venezuela, que atualmente produz cerca de 1,25 milhão de barris por dia de petróleo bruto. O governo do presidente Trump está sob pressão antes das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro, devido ao aumento dos preços da gasolina, que poderia ser amenizado por meio de suprimentos de petróleo mais baratos e da ampliação da produção. Os EUA também vêm buscando soluções para reabastecer sua Reserva Estratégica de Petróleo (SPR), incluindo a possibilidade de trocas de petróleo bruto com produtores americanos.