Empresa entrou na mira dos reguladores do bloco após reclamações de editores sobre sua política de abuso de reputação de sites 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Google afirmou nesta sexta-feira que alterou sua política de spam na Europa para atender às preocupações da União Europeia (UE) que poderiam resultar em uma multa antitruste. A gigante tecnológica americana entrou na mira dos reguladores do bloco após reclamações de editores sobre sua política de abuso de reputação de sites. A medida tem como alvo a prática de publicar páginas de terceiros em um site na tentativa de manipular ranqueamentos de busca, aproveitando-se dos sinais de posicionamento do site anfitrião, prática comumente conhecida como SEO parasitário. A UE afirmou que seu monitoramento demonstrou que a política de spam da controlada da Alphabet rebaixava a mídia jornalística e o conteúdo de sites de outros editores nos resultados de busca quando esses sites incluíam conteúdo de parceiros comerciais. O Google informou que, a partir de 30 de agosto, quaisquer ações manuais tomadas para rebaixar sites não se aplicarão aos usuários nas 27 nações da UE, Islândia, Noruega e Liechtenstein. A política não sofrerá alterações fora do Espaço Econômico Europeu, acrescentou a empresa. “Recebemos com bons olhos a revogação desta política, que penalizava injustamente os editores e outros utilizadores comerciais da Pesquisa Google”, afirmou o porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier. As preocupações com a política haviam levado a Comissão Europeia, que atua como órgão de defesa da concorrência da UE, a abrir uma investigação ao abrigo da Lei dos Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês), cujo objetivo é conter o poder das grandes empresas de tecnologia. “Graças à DMA, o Google Search deixará de penalizar publicações de imprensa apenas por hospedarem conteúdo de terceiros”, declarou Regnier. “A Comissão irá agora monitorizar a aplicação da nova política para garantir que cumpre a DMA.” As infrações à DMA podem custar às empresas multas de até 10% do seu volume de negócios anual global. — Foto: David Paul Morris/Bloomberg