0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Wesley Batista, à esquerda, e seu irmão Joesley Batista, à direita, com seus pais, José Batista Sobrinho e Flora Mendonça Batista, no pregão da Bolsa de Valores de Nova York — Foto: Bloomberg A oposição não gostou da aquisição da companhia brasileira de armas de guerra Avibras pelos irmãos Batista, revelada pela coluna. O deputado federal bolsonarista Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) enviou representação ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) requerendo que o órgão faça uma análise mais criteriosa da transação porque, além de se tratar de empresa detentora de ativos e capacidades militares estratégicos, seria preciso “considerar o histórico relacionado aos controladores da adquirente” — ou seja, Joesley e Wesley Batista. O parlamentar lembrou que a J&F — que pertence ao mesmo grupo da Globe Investimentos, veículo pelo qual os Batista estão fazendo a aquisição — celebrou, nos últimos anos, “acordo de leniência referente a fatos investigados nas Operações Greenfield, Sépsis, Cui Bono e Carne Fraca, assumindo, entre outras obrigações, o aprimoramento de mecanismos internos de integridade”. “Tais antecedentes não necessariamente importam presunção de irregularidade na presente aquisição, nem inabilitação permanente de seus controladores, mas constituem elementos objetivos que recomendam especial diligência do órgão. Tratando-se da transferência do controle integral de uma empresa estratégica de defesa, não se mostra adequada uma análise meramente formal ou simplificada sem que estejam suficientemente esclarecidos a origem dos recursos utilizados, a identidade dos beneficiários finais, as relações entre a Globe Investimentos e demais sociedades vinculadas aos mesmos controladores e os mecanismos atuais de governança e integridade”, escreveu o deputado no requerimento. Pedidos O parlamentar requereu que o Cade mude a forma de tramitação do caso — que o rito deixe de ser sumário (isto é, simplificado) e se torne ordinário (mais criterioso) — e que “sejam considerados os antecedentes de integridade, governança e conformidade dos controladores”. Ele também quer que o Cade oficie a Controladoria-Geral da União (CGU), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Ministério da Defesa para que informem todos os processos que pesam contra os Batista nesses órgãos. “A transferência do controle de empresa detentora de tecnologia militar estratégica exige que o Estado brasileiro conheça, com a máxima transparência possível, quem efetivamente exercerá seu controle, como a operação está sendo financiada e a quais mecanismos de governança e integridade estará submetida uma companhia de tamanha relevância para a soberania e a defesa nacionais”, concluiu.
Oposição começa a se mexer contra compra da Avibras pelos irmãos Batista, da JBS
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