O Grupo J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, disse ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que vê na compra da Avibras Aeroco a oportunidade de ingressar nos setores de defesa nacional e aeroespacial. Segundo a empresa, a operação contribuiria "para a reestruturação e para o fortalecimento dessas atividades no Brasil".

No pedido enviado ao órgão de defesa concorrencial, a empresa pede que a análise do negócio ocorra pelo chamado rito sumário, quando a análise é simplificada e, por isso, a conclusão, mais rápida.

"A operação é simples e incapaz de produzir efeitos concorrenciais, destacando-se a ausência de sobreposição horizontal e integração vertical entre as atividades das requerentes nos mercados relevantes envolvidos", afirmam.

Segundo os advogados do grupo e da Avibras, nenhuma empresa da J&F detém participação igual ou superior a 10% no capital social de qualquer outra empresa no Brasil que seja relacionada ao mercado aeroespacial ou de defesa alvo no negócio.

A compra da Avibras será feita por meio da Globe Investimentos, family office dos irmãos Batista que não integra o conglomerado J&F, do qual fazem parte empresas como a JBS, de carnes, a Âmbar Energia, a Eldorado Papel e Celulose e o banco Original.