A maioria dos países desenvolvidos trabalha com a marca dos cinco anos de residência, mas é importante entender o que esse prazo significa em cada um. Guia do GLOBO traz informações sobre 36 países para quem quer morar fora 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Guia Viver pelo Mundo: ferramenta traz informações sobre como é morar em 36 países — Foto: Arte/O GLOBO Esta reportagem faz parte do Guia Viver pelo Mundo, que reúne informações sobre 36 países como salários, vistos, segurança e custo de vida para quem quer morar fora. Acesse a ferramenta. Uma cidadania estrangeira, sobretudo a europeia, pode mudar completamente os horizontes de uma pessoa. Com um passaporte da União Europeia, é possível viver, trabalhar e estudar em qualquer país do bloco sem visto, além de circular livremente pelo mundo com muito mais facilidade. Não à toa, muitos brasileiros que se mudam para o exterior têm a naturalização como meta. Mas o tempo para chegar até ela varia bastante de país para país. E lembre-se que uma coisa é a residência permanente, outra é a cidadania. Na Espanha, cidadania em dois anos A Espanha é o grande destaque para quem tem passaporte brasileiro. Enquanto a maioria dos estrangeiros precisa de dez anos de residência para pedir a cidadania espanhola, os brasileiros, por serem ibero-americanos, precisam de apenas dois anos de residência legal e contínua, graças ao convênio previsto no Código Civil espanhol. É um dos caminhos mais rápidos do mundo para um passaporte europeu, com direito à dupla nacionalidade. Menos lembrado, o Peru oferece um prazo igualmente curto. Pela via do Mercosul, o brasileiro obtém a residência permanente após três anos, mas a cidadania por naturalização pode ser solicitada após apenas dois anos de residência legal, um dos prazos mais rápidos da América do Sul. O padrão de boa parte do Ocidente A maioria dos países desenvolvidos trabalha com a marca dos cinco anos, mas é importante entender o que esse prazo significa em cada um. Nos Estados Unidos, a cidadania costuma vir após cinco anos como residente permanente (o Green Card), ou três anos para quem é casado com cidadão americano. Na França, a naturalização pode ser pedida após cinco anos de residência, com exigência de francês no nível B1. No Reino Unido, os cinco anos levam primeiro à residência permanente (o ILR), e só depois se abre o caminho para a cidadania. Na Irlanda, o imigrante chega à residência permanente após cinco anos e depois pode pedir a cidadania – é um dos poucos países da União Europeia que não exige teste de idioma nem de história. Já a Letônia exige cinco anos até a residência permanente e mais cinco como residente permanente antes da cidadania, além de fluência no idioma e renúncia à nacionalidade anterior. A ascendência Para quem tem antepassados europeus, existe um caminho que pula todas essas etapas. A Croácia concede cidadania a descendentes de emigrantes sem limite de gerações e sem teste de idioma, desde que o antepassado tenha deixado o território antes de 1991. A Lituânia também permite que descendentes recuperem a nacionalidade. Nesses casos, não é preciso morar no país nem cumprir prazo de residência: a cidadania vem pelo sangue. Antes de se planejar, vale lembrar que quase todos esses prazos têm condições anexas: comprovação de idioma, renúncia à nacionalidade anterior em alguns casos, exames de integração e tempo mínimo de presença física no país a cada ano. E há vistos que não contam para a cidadania, como os de nômade digital em vários países. Apuração de Leonardo Marchetti
Em quanto tempo dá para tirar a cidadania morando fora? Spoiler: na Espanha, brasileiros conseguem em só dois anos
A maioria dos países desenvolvidos trabalha com a marca dos cinco anos de residência, mas é importante entender o que esse prazo significa em cada um. Guia do GLOBO traz informações sobre 36 países para quem quer morar fora








