Vice-governador tem vantagem de 17 pontos sobre ex-governador; gestão de Ronaldo Caiado é aprovada por 64%, e 69% dizem que ele merece eleger um sucessor 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Daniel Vilela (MDB), com Ronaldo Caiado (PSD) ao fundo — Foto: Reprodução/Instagram O vice-governador Daniel Vilela (MDB) lidera a corrida pelo governo de Goiás com 37% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira. O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) aparece em segundo, com 20%, seguido pelo senador Wilder Morais (PL), com 12%. O deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) tem 4%. Luciana Amorim (UP) e Danilo Pinheiro Evangelista da Silva (PCO) não pontuaram. Outros 7% dos eleitores afirmam que votarão em branco ou nulo, e 20% estão indecisos. Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Vilela também aparece na frente, com 17%. Perillo tem 4% e Wilder, 3%. Outros nomes somam 1%, mesmo percentual dos que dizem votar em branco ou nulo. O índice de indecisos chega a 74%. Além disso, apesar da vantagem de Vilela, 42% dos eleitores dizem que ainda podem mudar de voto até a eleição, marcada para 4 de outubro. Para 58%, a escolha já é definitiva. O vice-governador também aparece em vantagem nos dois cenários de segundo turno testados pela Quaest. Contra Perillo, Vilela marca 53%, ante 28% do tucano. Outros 8% afirmam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, enquanto 11% estão indecisos. No confronto com Wilder Morais, Vilela chega a 56%, contra 18% do senador. Nesse cenário, 11% optam por branco, nulo ou nenhum e 15% não sabem em quem votar. A pesquisa mostra ainda um ambiente favorável à continuidade do grupo político que comanda o estado. Para 36% dos eleitores, o próximo governador deve continuar o trabalho que vem sendo feito. Outros 38% defendem mudanças apenas no que não está bom, enquanto 24% consideram necessária uma mudança completa. Dois por cento não souberam ou não responderam. A avaliação da gestão do governador Ronaldo Caiado (PSD) pode ajudar a explicar o cenário de liderança do seu sucessor, Vilela. O governo é aprovado por 64% dos entrevistados e desaprovado por 12%, enquanto 24% não souberam ou não responderam. Na avaliação geral, 48% consideram a administração positiva, 29% a classificam como regular e 7%, como negativa. Outros 16% não souberam ou não responderam. A percepção sobre Caiado também aparece quando os eleitores são questionados se ele merece eleger um sucessor. Para 69%, o governador merece que um candidato apoiado por ele dê continuidade ao seu projeto. Outros 21% discordam, e 10% não souberam ou não responderam. A pesquisa foi encomendada pela TV Anhanguera e ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 23 e 26 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-06186/2026. Flávio Bolsonaro à frente de Lula A preferência dos eleitores por alianças políticas também favorece, numericamente, o campo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Quando perguntados sobre o perfil do próximo governador, 37% dizem preferir um aliado de Flávio Bolsonaro, mesmo percentual dos que querem um governador independente. Apenas 20% preferem um aliado de Lula. O apoio dos dois políticos produz efeitos diferentes sobre a intenção de voto. Para 35% dos entrevistados, o apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a chance de votar em um candidato. Para 39%, não muda nada, e para 23%, diminui a possibilidade de voto. No caso de Lula, 17% dizem que o apoio do presidente aumenta a chance de votar no candidato, enquanto 43% afirmam que não faz diferença. Outros 37% dizem que o apoio de Lula reduz a possibilidade de voto. Saúde é principal problema A saúde é apontada como o principal problema de Goiás por 37% dos eleitores. A violência aparece em segundo lugar, com 15%, seguida pela economia, com 9%. Educação e infraestrutura foram citadas por 6% cada. Corrupção e pobreza ou desigualdade aparecem com 4% cada, enquanto 3% apontam o desemprego. Enchentes foram mencionadas por 1%. Marconi tem maior rejeição Entre os candidatos, Marconi Perillo apresenta o maior índice de rejeição. Quase metade dos eleitores, 49%, afirma conhecê-lo, mas diz que não votaria nele. Outros 38% o conhecem e afirmam que votariam nele, enquanto 13% não o conhecem. Daniel Vilela é conhecido e conta com o voto de 52% dos entrevistados. Outros 23% dizem conhecê-lo, mas não votariam nele, enquanto 25% não o conhecem. Wilder Morais é desconhecido por 56% dos eleitores. Outros 22% dizem conhecê-lo e votar nele, e o mesmo percentual afirma conhecê-lo, mas não votar nele. Entre os demais candidatos, Luis Cesar Bueno é conhecido e tem o voto de 6%, enquanto 19% o conhecem e não votariam nele e 75% não o conhecem. Danilo Pinheiro Evangelista da Silva é conhecido e tem o voto de 2%; 9% o conhecem, mas não votariam nele, e 89% não o conhecem. Luciana Amorim tem 2% de eleitores que dizem conhecê-la e votar nela, 10% que a conhecem e não votariam nela e 88% que não a conhecem.