Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira mostra que o governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), lidera a corrida pela reeleição no estado, com 37% das intenções de voto no primeiro turno. Assim como no levantamento anterior, divulgado em abril, ele é seguido pelo ex-governador Marconi Perillo, do PSDB, que marca novamente 21%. Na esquerda, Luis Cesar Bueno, do PT, foi testado pela primeira vez nesta rodada, e aparece com somente 3% das intenções de voto. O levantamento foi realizado entre os dias 24 e 28 de julho, com 1.104 entrevistas em 54 municípios. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Para 56%, a escolha do voto ainda pode mudar, enquanto 41% afirmam que o candidato já é definitivo. Sucessor do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que deixou o comando do estado para concorrer à Presidência, Vilela busca herdar a alta aprovação da gestão anterior. Segundo a Genial/Quaest, o governo de Caiado é aprovado por 87% dos goianos, e 71% afirmam que ele merece reeleger seu sucessor em outubro. Para 41%, o próximo governador deve mudar "apenas o que não está bom", 36% avaliam que é preciso "continuar o trabalho que vem sendo feito". Outros 41% preferem um candidato independente, e 33% preferem um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Vilela é aprovado por 64% da população, contra 12% que o desaprovam. O seu governo é avaliado como positivo para 53% dos goianos, e outros 28% dizem ser regular — apenas 4% consideram a gestão "negativa". Sua rejeição ao eleitorado é de 20%, enquanto Marconi, seu principal adversário até o momento, alcança 46%. Segundo turno Vilela aparece com 52% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Marconi, que marca 28%. Já contra Wilder, o governador oscila para 54%, enquanto o senador do PL fica com 16%. Desta vez, a pesquisa Genial/Quaest não testou cenários de segundo turno com o candidato do PT. Luis Cesar Bueno, escolhido pelo núcleo local do partido após meses de indefinição, ainda aguarda o aval do comando nacional, que tinha preferência por outros nomes. Como mostrou o GLOBO, petistas e aliados em Goiás temem que o ex-deputado, sem mandato desde 2019, seja um palanque inexpressivo para o presidente Lula (PT) no estado. Disputa pelo Senado A corrida pelo Senado é liderada pela ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União), com 20% das intenções de voto. Depois, quatro nomes — sendo três também da base governista, com exceção de Gustavo Gayer (PL), aparecem tecnicamente empatados. Gracinha Caiado (União): 20%Vanderlan Cardoso (PSD): 10%Zacharias Calil (MDB): 9%Gustavo Gayer (PL): 9%Gustavo Mendanha: 6%Aldo Arantes (PCdoB): 1%Humberto Chaves (PSOL): 1%Marcelo Moreira (PSOL): 1%Indecisos: 31%Branco/Nulo/Não vai votar: 12% Corrida eleitoral Vilela aposta no sentimento de continuidade da gestão de Caiado. Após o rompimento com o PL, que optou por lançar a pré-candidatura de Wilder, o ex-governador ampliou sua base e buscou o apoio de integrantes do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de lançar vários nomes ao Senado, todos de partidos distintos. Além de Gracinha, também integram a composição o senador Vanderlan Cardoso (PSD) e o deputado Zacharias Calil (MDB). No início de junho, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha também lançou sua pré-candidatura pelo PRD. Ele é aliado de Vilela e ficou em segundo lugar na disputa pelo governo em 2022, mas ainda não definiu se irá compor com o emedebista. Governador por quatro mandatos, Marconi ainda não definiu as outras três vagas de sua chapa. A avaliação de interlocutores é que o tucano aguarda os dissidentes da base governista, que podem ficar insatisfeitos com o excesso de pré-candidaturas. Mais à direita, o nome de Wilder ficou marcado por divergências internas no PL, já que uma ala do partido — comandada pelo deputado e pré-candidato ao Senado Gustavo Gayer — defendia uma composição com Caiado. Já no PT, a indefinição ocorre porque os principais nomes do campo progressistas no estado — a deputada federal Adriana Accorsi (PT) e e vereadora Aava Santiago (PSB) — declinaram do pedido do presidente Lula para serem candidatas. Uma das razões para o partido postergar a decisão foi a espera por Marconi Perillo (PSDB), procurado para firmar uma aliança a partir do entendimento de que, no cenário atual, ele representa uma opção mais ao centro. A movimentação, porém, foi frustrada. As convenções do PT, PL, MDB e PSDB no estado estão previstas para a próxima semana, entre os dias 4 e 5 de agosto.
Genial/Quaest: Daniel Vilela lidera com folga disputa pelo governo de Goiás, seguido por Marconi Perillo
Sucessor de Ronaldo Caiado tem 37% das intenções de voto, contra 21% do ex-governador tucano












