Poucas despedidas de marcas causaram tanto rebuliço quanto o anúncio do fim das vendas do sorvete americano Häagen-Dazs no Brasil.
Teve quem metesse política na discussão, culpando o governo ou celebrando a retirada dos imperialistas ianques. Outras manifestações eram mensagens de pesar. Fãs da Häagen-Dazs lotaram a página da marca no Instagram com comentários lamuriosos e súplicas pela permanência do sorvete no país.
O paga-pau de marca não é novidade alguma. No século passado, quando eu cresci, uma legião de tontos pagava do próprio bolso para ser outdoor ambulante da Coca-Cola, com o logo da bebida estampado em letras garrafais em camisetas e moletons.
Velho que sou, já me despedi de muitas marcas. Só para ficar nas companhias aéreas, voei nas falecidas Varig, Vasp e Transbrasil. O adeus mais doloroso foi decisão minha: os cigarros Marlboro seguem firmes e fortes, mas eu não encosto em tabaco há 21 anos.
Voltando aos sorvetes, na minha infância as marcas eram três: Yopa, Gelato e Kibon. A Yopa foi fagocitada pela Nestlé; a Kibon, adquirida pela Unilever em 1997 —que manteve o nome e incorporou a casquinha Cornetto, maior ativo da extinta Gelato— e hoje é parte da The Magnum Ice Cream Company.












